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Monday, January 28, 2008
Retomada do Blog e Futuros Posts(esse é o ÚLTIMO post do velho LLL. O novo LLL está aqui: http://www.interney.net/blogs/lll)
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Wednesday, January 23, 2008
Bom Crioulo, de Adolfo Caminha (II)
Segundo Judith Butler, em Problemas de Gênero: Feminismo e Subversão de Identidade (1990), atributos de gênero não são expressivos mas sim performativos e, portanto, esses atributos constituiriam de fato a identidade que pretendem expressar ou revelar. Em outras palavras, para Butler, ser homem ou ser mulher, ser heterossexual ou homossexual, não são categorias imanentes, pois não existiria uma essência, digamos, masculina que precederia a existência do indivíduo do gênero masculino: masculino seria quem se comporta de acordo com os padrões de comportamento culturalmente definidos como masculinos. Mais ainda, se não existe uma natureza pré-existente das identidades de gênero, então não existem atos sexuais verdadeiros ou distorcidos, e a própria noção de “gênero verdadeiro” revela-se uma manobra destinada a impor a dominação masculina e a heterossexualidade compulsória. Romance cuja trama adere estritamente à fórmula naturalista (quem não adere é o narrador, conforme veremos mais abaixo), em Bom-Crioulo os personagens são esquemáticos: ao mesmo tempo, frutos do seu meio-ambiente e reféns de seus instintos. O personagem-título, Amaro, exemplifica bem as contradições da fórmula e as inversões de identidade que ela exige. Por um lado, é o personagem mais ético do romance, agindo sempre com integridade e honestidade - até perder o controle em um acesso de O romance busca um equilíbrio delicado entre as teses cientificistas sobre determinismo biológico e sobre efeito corrompedor do meio ambiente. Ao mesmo tempo em que Amaro é visto como um homem dominado por seus instintos sexuais mais primitivos, o romance também atribui sua corrupção sexual ao ambiente de devassidão das senzalas, que pode ser atribuído, naturalmente, ao fato de serem habitadas por homens dominados por seus instintos sexuais mais primitivos. A partir de sua corrupção, entretanto, Amaro não é mais o mesmo homem que era, com a diferença de ser agora adepto de práticas sexuais sodomitas: pelo contrário, ele sofre uma verdadeira metamorfose conceitual e torna-se uma nova espécie: o homossexual, que surge assim pela primeira vez na literatura brasileira. De acordo com Foucault, em A História da Sexualidade I: A Vontade de Saber (1976), até finais do século XIX, a sodomia era somente uma categoria de atos proibidos e sodomita, a pessoa que os praticava: não era algo que o definia enquanto ser humano. Entretanto, o homossexual como foi classificado no final do século XIX, torna-se um personagem, um passado, um estudo de caso, um estilo de vida, toda uma morfologia. O homossexual seria esse indivíduo cuja totalidade é definida por sua sexualidade e está presente em todas as suas ações, menos um pecado habitual do que uma natureza singular. O antigo sodomita, que era uma aberração temporária, é transformado no homossexual, uma nova A heterossexualidade não é a única identidade subvertida no romance. Amaro é negro, forte, viril, maduro e decidido, enquanto Aleixo, seu jovem amante, é quase uma criança, pequeno, branco, louro, passivo e vacilante. A relação entre eles não é apenas sexual, mas também paternal e professoral. Amaro não vê Aleixo somente como seu amante, mas também como seu pupilo, filho e protegido; Aleixo, por seu lado, se comporta de acordo. Quando Aleixo finalmente troca Amaro por Dona Carolina, parece estar simplesmente trocando um pai por uma mãe: Dona Carolina, velha prostituta, que nunca tinha experimentando nem o amor verdadeiro nem o amor maternal, sente-se atraída mais do que tudo pela fragilidade infantil e inocente de Aleixo. Sob esse aspecto, a competição entre Amaro e Carolina por Amaro se assemelha mais a uma disputa de custódia entre pais divorciados do que a um triângulo verdadeiramente amoroso. Em Bom-Crioulo, pai e mãe, homem e mulher, também não parecem ser o que tradicionalmente são. Finalmente, ao mostrar o branco, miúdo e louro Aleixo passivo diante do grande, negro e forte Amaro, o autor subverte mais uma vez identidades que seriam tradicionais e auto-evidentes aos seus leitores: nesse ponto, a debilidade de Aleixo ecoa a debilidade do próprio Império, branco e escravocrata, que desaparece sem ter quem o defenda. Raça e Homossexualismo Ginway vê no livro uma grande alegoria do país: Aleixo é o Brasil, puro e virgem, corrompido tanto pela nódoa da escravidão, Amaro, quanto pela devassidão do velho mundo, Dona Carolina. (44) Ambas as relações são estéreis, indicando o impasse do cultural e racial do Brasil, incapaz de se perpetuar, incapaz de ser branco como deseja, incapaz de se imaginar mestiço como era. (45) O ideal parece mesmo ser ficar cada raça no seu lugar: quando Amaro considera terminar com Aleixo, sua primeira opção é encontrar uma mulher da mesma cor que ele, para evitar confusões. Depois de estar em um relacionamento tão revolucionário (não apenas homem com homem, mas negro dominante e másculo sobre branco submisso e efeminado), Amaro não quer mais saber de complicação. É também interessante notar que a questão racial não aparece muito no começo do romance, sendo eclipsada pela questão homossexual. Entretanto, assim que Dona Carolina se junta com Aleixo e ambos passam a ver Amaro como rival e possível inimigo, o pederasta se transforma em negro: Aleixo e Carolina parecem ambos perceber - e mencionar - sua raça pela primeira vez. Diz Dona Carolina: "Grandessíssimo pederasta! Nunca supusera que uma paixão amorosa de homem a homem, fosse tão duradoura, tão persistente! E logo um negro, Senhor Bom-Jesus, logo um crioulo imoral e repugnante daquele! ... Negro é raça do diabo, raça maldita, que não sabe perdoar, que não sabe esquecer... ... De resto, o caso do bilhete era uma tolice em que ninguém devia pensar: - Cousas de negro..." (cap.X) Até mesmo Aleixo, que antes o amava e dependia de sua proteção, agora vê nele apenas uma fera, um animal: "Receava encontrar Bom-Crioulo, ter de o suportar com seus caprichos, com o seu bodum africano, com os seus ímpetos de touro, e esta lembrança entristecia-o como um arrependimento. Ficara abominando o negro, odiando-o quase, cheio de repugnância, cheio de nojo por aquele animal com formas de homem, que se dizia seu amigo unicamente para o gozar. Tinha pena dele, compadecia-se, porque, afinal, devia-lhe favores, mas não o estimava: nunca o estimara! ... Se Aleixo havia de se desgraçar nas unhas do negro, era melhor que ela, uma mulher, o salvasse." (cap.VIII) Como aponta Leonardo Mendes, a guerra que Dona Carolina empreende contra Amaro parece justificada mais por uma indignação estética que moral: "o crime que o negro cometia era violar e penetrar aquela delicadeza virginal; sua homossexualidade desbaratava um recolhimento tão ingênuo e discreto." (159) O romance naturalista, quase que por definição, causa anxiedade e desassossego. Em Bom-Crioulo, não apenas a relação homossexual é escandalosa, mas também a inversão do esquema amo/escravo, talvez ainda mais escandolosa para a época: Amaro, em todos os aspectos, é macho, forte, dominador, enquanto que sobram para Aleixo as qualidades submissas dos escravos e das fêmeas: dissimulação e sensualidade: "Uma cousa desgostava o grumete: os caprichos libertinos do outro. Porque Bom-Crioulo não se contentava em possuí-lo a qualquer hora do dia ou da noite, queria muito mais, obrigava-o a excessos, fazia dele um escravo, uma “mulher-a-toa” propondo quanta extravagância lhe vinha à imaginação. Logo na primeira noite exigiu que ele ficasse nu, mas nuzinho em pêlo: queria ver o corpo..." (cap.V) Talvez a ilusão de ótica mais interessante de Bom-Crioulo seja justamente a de apresentar um caso tão escandaloso (o amor homossexual entre Aleixo e Amaro) que faz com que outras relações também escandalosas no romance pareçam aceitáveis na comparação. Uma ex-prostituta quarentona, que vive amigada com um homem casado que a sustenta, decide ter um amante adolescente ("queria agora experimentar um meninote, um criançola sem barba, que lhe fizesse todas as vontades," cap.VI), um rapaz que ela sabia ter vivido maritalmente, em pecado, com um negro por um ano. Em qualquer outro romance do período, essa relação seria escandalosa. Em Bom-Crioulo, ela jamais é nem problematizada. Na comparação com o resto do enredo, parece aceitável e normal, quase conservadora: "D. Carolina realizara, enfim, o seu desejo, a sua ambição de mulher gasta: possuir um amante novo, mocinho, imberbe, com uma ponta de ingenuidade a ruborizar-lhe a face, um amante quase ideal, que fosse para ela o que um animal de estima é para o seu dono - leal, sincero, dedicado até ao sacrifício." (cap.VIII) A relação de Aleixo com Dona Carolina é descrita em termos animalizados, brutais, cruéis: "cravou os dentes na face do grumete, numa fúria brutal, e segurando-o pelas nádegas, o olhar cintilante, o rosto congestionado, foi depô-lo na cama" (cap.IV). Em outro momento (cap.VI), ela chega a ser descrita como um basilisco. Já a relação de Aleixo com Amaro é quase artística, contemplativa, religiosa: Amaro contempla e adora Aleixo como se ele fosse uma obra de arte, um deus grego: "Bom-Crioulo, desde a primeira noite dormida no sobradinho, começou a experimentar uma delícia muito íntima, assim como um recolhido gozo espiritual. ... Todo ele vibrava, demorando-se na idolatria pagã daquela nudez sensual como um fetiche diante de um símbolo de ouro ou como um artista diante duma obra prima. Ignorante e grosseiro, sentia-se, contudo, abalado até os nervos mais recônditos, até às profundezas do seu duplo ser moral e físico, dominado por um quase respeito cego pelo grumete que atingia proporções de ente sobrenatural a seus olhos de marinheiro rude." (cap.V) O romance mostra a relação homossexual entre Amaro e Aleixo de modo muito mais sensível, abstrato, puro, singelo e verdadeiro do que a relação animalesca e sexual entre Aleixo e Dona Carolina. (Ginway, 45) Terá o autor se dado conta disso? Por fim, o romance jamais se posiciona quanto à espinhosa questão da origem do homossexualismo. Enquanto a sexualidade de Amaro é um dado do romance, a de Aleixo é cuidadosamente construída pelo Bom-Crioulo e depois desconstruída por Dona Carolina. Afinal, para Adolfo Caminha, a homossexualidade era nata ou era adquirida? O romance não se coloca. O narrador não consegue se decidir. (Howes, 57) (continua...)
Tuesday, January 22, 2008
Ajuda no Template - UpdateSério, eu não aguento mais o Comentar e esse maldito bug de não mostrar o número de comentários. Fechei com o Ina de ir pro Interney Blogs em fevereiro do ano passado, e achei que não valia a pena consertar. Mas o tempo passa, ainda estou aqui, e o problema está me enchendo o saco. Não quero apagar o Comentar, porque tem um valioso arquivo de 5 anos de comentários, mas queria só que os comentários do Blogger aparecessem na página principal do blog, e nada! Só aparecem nas páginas individuais de cada post. Estou no msn, HEEELLPPP!
Monday, January 21, 2008
Ateus nas TrincheirasUma piadinha americana diz que não existe "ateu em uma trincheira". Pois bem, para negar essa besteirada, um grupo de militares, bombeiros e policiais criou a organização "Ateus nas Trincheiras" (Atheists in Foxholes) e agora estão processando o Exército Americano contra a crescente evangelização das fileiras, protestando inclusive várias ocasiões de "preces forçadas". Via de regra, eu acho que ateu, quando se organiza, fica mais chato e fanático que crente, mas apóio essa iniciativa.
Brasileiros em Nova Orleans"Brazilian Boom", matéria de hoje no jornal local de Nova Orleans, The Times-Picayune. E, nesse link, comentários dos leitores.
Gabeira 2008
Sunday, January 20, 2008
Bom Crioulo, de Adolfo Caminha (I) Em 1886, durante sua viagem de instrução na Marinha, Adolfo Caminha teve oportunidade de conhecer os Estados Unidos, posteriormente escrevendo um dos primeiros livros de viagem que se tem notícia escrito por brasileiro, No País dos Ianques (1894). Nessas crônicas despretensiosas, podemos ver claramente o espírito naturalista do autor, que depois se refletirá em suas obras. Primeiro, ele elogia a independência e o desembaraço das mulheres americanas. Por seus assombrados comentários, podemos somente imaginar como eram oprimidas as mulheres brasileiras da época: "Ah! sim, vi umas graciosas caixeiras acudirem pressurosas e desenvoltas, com o desembaraço próprio de sua raça, aos compradores, coisa aliás muito simples, muitíssimo natural, mas não no Brasil, onde as senhoras estão eternamente proibidas de competir com o outro sexo na vida pública. ... Às nove horas da manhã, que digo eu! às seis horas, depois de ligeira refeição, encaminham-se para o trabalho quotidiano, felizes, satisfeitas, envolvidas em grossas capas de lá no inverno, a bolsa de um lado, sem sequer fazerem-se acompanhar. Vão direitinhas de casa para a loja ou escritório, sem que ninguém lhes dirija uma pilhéria, sem que ninguém as desrespeite, e, à noite, recolhem-se da mesma forma, sempre alegres, transpirando saúde, a face rubra. ... O proverbial desembaraço das americanas manifesta-se a todo instante. Prontas sempre a repelir com dignidade um ataque à sua honestidade, elas se dirigem aos homens em qualquer parte, na rua ou nos salões, com a mesma simplicidade com que o fazem às amigas. O respeito entre os dois sexos, nas classes superiores, é um dos principais caracteres do povo americano. Habituados, homens e mulheres, a uma educação livre, vivendo uns e outros em comum desde criança, as americanas não se confundem nunca diante dos homens. ... Os pais depositam confiança ilimitada nas filhas. Deixam, sem escrúpulo, que elas saiam a passeio, de carro ou a pé, só ou em companhia de um amigo da casa, na certeza de que elas saberão zelar a sua castidade. Os raptos e os defloramentos são raros, não sei se devido ao temperamento da raça ou se à inflexibilidade da Lei. (caps.VI-VII, grifos meus, a não ser quando dito) O outro lado da moeda naturalista é o racismo cientificista e determinista de Adolfo Caminha, visível em alguns trechos: "A Escola de West Point é, sem exagero um exemplo raro de estabelecimentos desse gênero. E não era sem uma ponta de tristeza que nós, brasileiros — raça degenerada e linfática — víamos criar-se assim uma raça forte e alegre com todos os caracteres de virilidade e independência. ... É talvez um duro sistema de educação esse, mas incontestavelmente o mais acertado e eficaz. Simples questão de raça..." (cap.XV) Em 1895, Caminha publica o romance Bom-Crioulo, cuja primeira edição se esgota rapidamente. O livro só será reeditado quarenta anos depois, em 1936, em uma edição bastante deturpada que será apreendida pelo Estado Novo sob alegação de ser comunista. Finalmente, com a terceira edição, em 1956, o livro é canonizado e não sai mais de catálogo. (Azevedo, 117, Mendes, 195) As primeiras reações da crítica são virulentas. José Veríssimo, respeitado crítico literário, é um bom exemplo da recepção do livro: "Bom Crioulo é pior do que um mau livro: é uma ação detestável, literatura à parte. ... Como quer o sr. Adolfo Caminha que seja respeitado e estimado um homem que, sem utilidade alguma social, passou longos dias ocupado em analisar e discutir a psicologia improvável de nauseantes crimes contra a natureza, e tenta depois com isso despertar em nós o arrepio da curiosidade impura e mórbida?" (citado em Howes, 44) Valentim Magalhães, editor da influente revista A Semana, escreveu: "Ora, o Bom-Crioulo excede tudo quanto se possa imaginar de mais grosseiramente imundo. ... não é um livro travesso, alegre, patusco, contando cenas de alcova ou de bordel. ... é um livro ascoroso, porque explora - primeiro a fazê-lo, que eu saiba - um ramo de pornografia até hoje inédito por inabordável, por antinatural, por ignóbil. Não é pois somente um livro falsandé: é um livro podre; é o romance-vômito, o romance-poia, o romance-pus. ... Este moço é um inconsciente, por obcecação literária ou perversão moral. Só assim se pode explicar o fato de haver ele achado literário tal assunto, de ter julgado que a história dos vícios bestiais de um marinheiro negro e boçal podia ser literariamente interessante. ... Provavelmente o Sr. Caminha já foi embarcadiço, talvez grumete como seu louro Aleixo - o que ignoro. (citado em Howes, 43, Azevedo, 122-3) A literatura naturalista é intragável: ela força os limites do possível e transforma novos temas em assunto literário, "mapeando regiões até então lacradas à literatura oficial". (Mendes, 33), revelando "os perigos e mistérios da sexualidade" (Mendes, 23) e gerando níveis de ansiedade insuportáveis. Uma história literária francesa resume grande parte da ansiedade do establishment literário e ainda antecipa a grande questão do pós-modernismo: "(Os naturalistas) apaixonam-se pelo terrível, cedem à necessidade de fazer pasmar o público, e obedecem à lei que condena os recém-vindos a exagerar os seus predecessores: em virtude dessa progressão fatal, certo teremos escritos que farão um ponto de honra de estar para o Sr. Zola como o próprio Zola está para Balzac - mas repito-o, estão de antemão condenados a recuar um dia, seja embora perante o nojo do público ou o alto lá da polícia." (citado em Mendes, 31) Até recentemente, Bom-Crioulo ainda era atacado em termos morais. Lúcia Miguel-Pereira, em 1959, escrevia: "O tema, já de si abjeto, é tratado de modo que o torna extremamente chocante, com pormenores de todo em todo desnecessários, por vezes com um mau-gosto declamatório impensável num escritor da categoria de Adolfo Caminha." (citado em Azevedo, 114-5) Já Wilson Martins, em 1978, criticava o livro pelo motivo oposto, pelo tema ser mais ousado do que o tratamento que recebeu, e por as relações homossexuais serem "sempre descritas por meio de perífrases e imagens envergonhadas, mal disfarçando a repugnância do autor e sua condenação moral." (citado em Azevedo, 116) Além disso, mais do que O Cortiço ou Memórias de um Sargento de Milícias, Bom-Crioulo é a primeira obra da literatura brasileira onde todos os personagens são de classe baixa. Não há mocinha pura e bonita para representar os conceitos tradicionais de feminilidade, não há vilão fácil e irredimível para odiar. Em um romance firmemente entrincheirado no território do "outro", o leitor burguês não tem nenhum personagem confortável com o qual se identificar. (Howes, 56) Não é à toa que o romance causava tanta ansiedade nos críticos. Diante da avalanche de críticas, Caminha se vê obrigado a fazer uma defesa do livro, no qual faz uma profissão de fé do seu naturalismo: "(O Bom-Crioulo é) nada mais que um caso de inversão sexual estudado em Krafft-Ebing, em Moll, em Tardieu, e nos livros de medicina legal. Um marinheiro rudo, de origem escrava, sem educação, nem princípio, num momento fatal obedece às tendências homossexuais do seu organismo e pratica uma ação torpe: é um degenerado nato, um irresponspável pelas baixezas que comete até assassinar o amigo, a vítima de seus instintos. Em torno dele, se espraia o romance, logicamente encadeado, de acordo com as observações da ciência e com análise provável do autor, que, no caráter de oficial de Marinha, viu os episódios que descreve a bordo. ... A julgar como certos imbecis - que os personagens de um romance devem refletir o caráter do seu autor, Flaubert, Zola e Eça de Queiroz praticaram incestos e atos monstruosos. ... Qual é mais pernicioso: o Bom-Crioulo, em que se estuda e condena o homossexualismo, ou essas páginas que aí andam pregando, em tom filosófico, a dissolução da família, o concubinato, o amor livre e toda a espécie de imoralidade social?" (citado por Mendes, 164; Azevedo, 123-4) Como veremos mais adiante, tivesse Caminha se mantido fiel ao programa acima, talvez não fosse nem lido hoje. A tensão primordial que faz do Bom-Crioulo um grande romance nasce justamente da fratura do projeto naturalista de Adolfo Caminha. (continua...)
Thursday, January 17, 2008
"Não Entendo a Claudinha!"A maior paixão da minha vida é observar as pessoas, entendê-las, entrar dentro delas, saber porque fazem o que fazem. A maioria das pessoas não é muito difícil de entender.
Wednesday, January 16, 2008
Carolina Maria de JesusAssunto: Carolina de JesusImagino que ele se referia a esse texto.
Porque Não Me Convidam para Festas - UPDATEDConversa no MSN, postada com permissão: pô Alex, se o msn te causa tanto problema assim, por que vc. não muda pro skype? acho muito melhor.Problema? Onde foi que você viu problema?? "confesso que nao entendi tua perplexidade frente à afirmacao dele de q "um livro bom de ler é um livro que nao se sente que está lendo". ele tinha acabado de dizer que nao gosta de ler, que nao "é o maior fã" de literatura! se eu te digo que nao gosto de feijao e voce ainda assim me obriga a provar o feijao que voce fez, voce ia achar estranho se, caso eu gostasse, eu dissesse: "seu feijao eh tao bom q nem parece feijao"?"Em minha defesa, eu posso dizer isso: eu não saio por aí perguntando pras pessoas o que elas acham de livros. Meu amigo é que puxou o assunto Dom Casmurro da cartola e eu perguntei, inocentemente, por falta de outra coisa pra dizer, o que ele tinha achado. E foi daí pra baixo.
Monday, January 14, 2008
O Problema da Moradia em CubaMatéria no Granma de sábado admite o sério problema da habitação e promete 50 mil novas casas ainda esse ano. Um dos capítulos do meu livro sobre Cuba, Radical Rebelde Revolucionário, é justamente sobre isso: "Quem Casa Quer Casa". Abaixo, um trechinho:
Sunday, January 13, 2008
StripfeetEstou voltando pra Nova Orleans amanhã. Comentário de uma amiga querida, queridíssima que eu não consegui ver durante minha estada no Rio: voce agora so sai com a mirna, com a morna :-) comigo nem uma aguinha de coco... deve ser pq eu n faco stripfeet p vc
Os Cds do Meu CarroLulu passou o fim de semana no Rio, andou no meu carro, ouviu minha seleção de CDs e comentou: "se esses seus fãs-leitores souberem dos seus gostos musicais, eles te desguruzam de vez". Bem, com tão nobre objetivo em mente, aqui vão os 10 CDs atualmente no meu carro:
Saturday, January 12, 2008
O Peso de Um SegredoEu sempre gostei de saber de todas as histórias sobre a vida de todo mundo. E, como bom contador de histórias que sou, também sempre gostei de passá-las adiante.
Louis CKUltimamente, meu stand-up comedian favorito tem sido Louis CK. Abaixo, links pra dois de seus melhores sketches:
Friday, January 11, 2008
Números de 2007Transei com 1 mulher (ganhei aliança, montamos casinha e nos apaixonamos ainda mais)
Thursday, January 10, 2008
A Colméia, de Camilo José Cela (Livros Preferidos)
"As for Spain, there is no doubt where the poets of the Spanish language - those who are now remembered - stood: García Lorca, the brothers Machado, Alberti, Miguel Hernández, Neruda, Vallejo, Guillén".Ganhador do Nobel (1989) e do Cervantes (1995), entre muitos outros prêmios, Cela é com certeza um dos maiores escritores de língua espanhola de todos os tempos, no mesmo nível ou superior a todos os citados. Com certeza, um homem da erudição de Hobsbawm não ignora a presença de Cela no lado oposto do conflito: se não o menciona, é proposital. Hobsbawm não era o único: o literary establishment hispânico, esquerdista como todo literary establishment, nunca perdoou Cela. O que não quer dizer, naturalmente, que ele fosse um queridinho do sistema. Um grande escritor é sempre incômodo, até para o lado que ele apóia. A Colméia foi censurada na Espanha, por seu conteúdo sexual, e teve que ser publicada na Argentina, em 1951. Em tempo: não, A Colméia não é um livro reacionário, conservador, diretista ou situacionista. Segundo o autor, seu protagonista é "o medo" e não foi à toa que as autoridades franquistas o censuraram. * * * Outras obras de Camilo José Cela: Labels: camilo josé cela colmena colméia books classics great books canon spain hobsbawm
Wednesday, January 9, 2008
Talvez a Mais Genial Matéria do The OnionFormer Cult Members Find New Life In Christ: Though cults often keep initiates surrounded at all times by other members, preventing the victim from having the chance to think any individual thoughts, Hurley says that, with time, the Fellowship House can help "break" such conditioning. By providing an environment in which survivors have constant, 24-hour access to prayer counselors and other support staff, the house helps them feel closer to Christ and His all-encompassing love.
Tuesday, January 8, 2008
As Havaianas da AnonEm fevereiro, quando minha amiga Anon veio me visitar em Nova Orleans, eu lhe dei de presente um par de Havaianas - escolhidas por Liloló. Hoje, finalmente, ela postou um ensaio de fotos com meus chinelos - e mais um pouco. Aqui vão links para as fotos: tem que estar logados no Flickr pra ver: Havaianas 1, 2, 3 e 4. Não abram no trabalho. Labels: havaianas anon flickr sandals flipflops nude nudity feet foot toes
Monday, January 7, 2008
Dom Casmurro, de Machado de Assis (Livros Preferidos) Updated
"como tanta gente pôde ler esse livro tão errado tanto tempo? É óbvio que o livro é sobre o ciume louco e obssessivo de Bentinho, não sobre uma traição (que nunca existiu) da pobre Capitu! É tão óbvia a reticência do autor quanto à traição rio de Capitu que é simplesmente impossível ler o romance como um simples livro sobre adultério!"Pronto: o pêndulo agora girou para o outro lado. E lá fui eu ser do contra mais uma vez. ![]() Oras, se durante sessenta anos duas gerações de leitores viram o adultério de Capitu como auto-evidente, então é óbvio que o livro permite essa interpretação. Dizer o contrário é muita arrogância: é imputar uma cegueira imbecil aos leitores do passado. Equivale a dizer: pôxa, se não fôssemos nós, os leitores inteligentes de hoje, o segredo de Capitu estaria tão enterrado quanto Tutankamon antes de Lorde Carnavon. Somos o máximo! (Dalton Trevisan, autor de Capitu Sou Eu, em entrevista a FSP, 23/5/92: "Até você, cara - o enigma de Capitu? Essa, não: Capitu inocente? Começa que enigma não há: o livro, de 1900, foi publicado em vida do autor - e até sua morte, oito anos depois, um único leitor ou critico negou o adultério?")O lindo de Dom Casmurro é que não há saída para o enigma. Nunca vai haver resposta certa, por mais que ideólogos de ambos os lados dêem soquinhos histéricos no chão e gritem suas verdades. Cada argumento sempre corta para os dois lados. ![]() Por exemplo, os defensores de Capitu alegam em seu favor a reticência de Bentinho: se houvesse realmente alguma prova concreta do adultério, ele teria dito e feito fanfarra. Se não fala nada, é porque não há o que dizer. Já os primeiros leitores do livro talvez pensassem o mesmo que José Veríssimo, um dos principais críticos literários da época, na História da Literatura Brasileira (1915): "Era impossível em história de um adultério levar mais longe a arte de apenas insinuar, advertir o fato sem jamais indicá-lo. Machado de Assis é, com a justa dose de sensualismo estético indispensável, um autor extremamente decente. Não por afetação de moralidade, ou por vulgar pudicícia, mas em respeito da sua arte. Bastava-lhe saber que a obscenidade, a pornografia, seriam um chamariz aos seus livros, para evitar esse baixo recurso de sucesso, ainda que a fidalguia nativa dos seus sentimentos não repulsasse tais processos."E então, pergunto eu, Bentinho silencia porque nunca houve adultério e não havia o que dizer, ou porque Machado é um "autor extremamente decente" e não havia porque dizer com todas as letras o que já era tão óbvio que tinha acontecido? * * * Para manter as coisas em perspectiva, algumas opiniões de alguns dos primeiros críticos de Dom Casmurro, gente (sempre vale a pena lembrar) tão inteligente e observadora quanto nós, mas filhos de outra época. Primeiro, mais José Veríssimo: ![]() "Dom Casmurro é exemplo desta sua superior faculdade de romancista, comprovada aliás em toda a sua obra. É o caso de um homem inteligente, sem dúvida, mas simples, que desde rapazinho se deixa iludir pela moça que ainda menina amara, que o enfeitiçara com a sua faceirice calculada, com a sua profunda ciência congênita de dissimulação, a quem ele se dera com todo ardor compatível com o seu temperamento pacato. Ela o enganara com o seu melhor amigo, também um velho amigo de infância, também um dissimulado, sem que ele jamais o percebesse ou desconfiasse."Augusto Meyer, Ensaios Escolhidos, c.1940: "Capitu mente como transpira, por necessidade orgânica. (...) fêmea feita de desejo e de volúpia, de energia livre, sem desfalecimentos morais (que) não sabe o que seja o senso de culpa e do pecado." [gente, que livro que esse homem leu?! Juro que só pode ter sido uma cópia diferente da minha!]Barreto Filho, 1947: ![]() "Essa infidelidade (de Capitu) excede o conflito moral que os romances exploram no adultério. O livro não tem semelhante vulgaridade. É uma falha mais radical, uma traição à infância, uma negação da poesia da vida, tanto mais dura, quanto se tem a impressão de que tinha de ser assim./.../ Infiel é a vida. Capitu é a imagem da vida."Por fim, um mais recente, Millor Fernandes, aqui (dica do Bia): Eu, porém, ao contrário dos erúditos, não tenho hipótese. Capitu deu pra Escobar. O narrador da história, Bentinho/Machado, só não coloca até o DNA de seu (do Escobar, claro) filho porque ainda não havia DNA, que atualmente está acabando com o romance “policial” e a novela passional.* * ** * * ![]() Defendo a ambiguidade. Eu não sei. Vai ver nem o próprio Machado sabia. O romance não é nem sobre uma adúltera safada que trai um pobre burguesinho (a certeza do adultério), nem sobre um homem obcecado por ciúmes que persegue sua inocente esposa (a certeza do não-adultério). O romance é sobre a dúvida. Se você chega em Dom Casmurro com certezas, já começou errado. Mais interessante do que tentar adivinhar o que se passava na cabeça do autor é estudar como essas duas leituras tão óbvias e tão distintas refletem diferentes momentos da cultura brasileira. O livro continua o mesmo há 108 anos: quem mudou fomos nós. Uma história das leituras de Dom Casmurro é a própria história cultural do Brasil. * * * Outros livros sobre Dom Casmurro e Capitu: ![]() ![]() ![]()
Sunday, January 6, 2008
Livros Favoritos Comprados e Não CompradosSobre a lista dos livros preferidos (apaguei o post original, pois os livros estão todos listados abaixo e não quis repetir), o Ulisses fez uma pergunta interessante: Alex, vc diz q não compra livros... porém, esses vc comprou ou tem um exemplar com vc em casa (aqui ou nos EUA)? Consulta eles com freqüência? (o Whitman eu aposto q sim)Vai parecer engraçado pra quem conhece a minha casa, vai parecer engraçado até pra mim, que passei o dia de ontem carregando parte dos meus milhares de livros do depósito para o apartamento novo, mas vá lá. Eu realmente evito comprar livros. Acho que é um dinheiro meio jogado fora. Aquilo pesa, ocupa espaço, ocasionalmente dá cheiro ruim na casa, muitas vezes você compra e nem lê, quase sempre você compra e nunca relê. Parece que as pessoas gostam mais de ter o troféu na estante da sala ("olha os livros que eu li!") do que os livros em si. Qualquer livro que eu possa não comprar eu não compro. Empresto dos amigos, leio na web, pego na biblioteca. Obras em domínio público não tem porque comprar. Já perdi a conta de quantas vezes li Whitman e Thoreau - sempre por ebook. Hoje em dia, eu só compro três tipos de livros: 1) Os que eu amo e adoro e quero ter por razões emocionais - mas são pouquíssimos. 2) Os que preciso pra trabalhar, que vou riscar, sublinhar, escrever na margem. 3) Os recém-lançados - e eu tento sempre encontrar primeiro um amigo que me empreste. Pra Nova Orleans, eu só levei os segundos e alguns poucos dos primeiros. Whitman foi. Mas nunca abri. Quando preciso dele, leio no computador. Só por curiosidade vamos ao breakdown da lista de livros favoritos: Livros que eu li emprestado e nunca comprei ![]() Na verdade, pedi um "empréstimo indeterminado" à minha amiga e lhe agradeci por ter me emprestado um dos livros mais importantes que já li. A nossa edição tem um blurb MEU na contracapa. Estou há um ano e meio pra ligar pra editora e pedir um exemplar de divulgação. Livros que eu li da biblioteca e nunca comprei ![]() ![]() Sério. Vejam só. São dois livros maravilhosos, magistrais, sensacionais. Mas já li. Não vou ler de novo. Que bem me fará fisicamente *ter* esses livros? Se quiser ler de novo, pego na biblioteca. Livros que eu li da biblioteca e depois comprei ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() E mesmo esses foram comprados "mais ou menos". Senhor dos Anéis eu comprei de novo mesmo. Crônica da Casa Assassinada foi uma loucura perdulária de um dia com muito dinheiro na mão. Memórias de Lázaro estava quase de graça num sebo. Já os outros vieram num conjunto: comprei as obras completas de Machado, Sábato e Lima Barreto, e as obras que eu já tinha lido vieram junto. Livros que eu li da internet e depois comprei ![]() ![]() Mesmo assim, quando quero ler, leio na internet que é mais prático. Mas são bons demais. Livros que ganhei de presente ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() O Suassuna e a Ana Maria foram exemplares de divulgação da editora. Mrs Dalloway foi presente da Ana Lúcia (muito obrigado!), o Cascudo de um leitor que eu agora não lembro (perdão!!), o Górki do meu pai, o Calvino de um amigo e o Keroauc, do povo de Berkeley, Califórnia - comprei com um vale-presente. Livros que eu li o meu próprio exemplar ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() * * * Aproveitei a virada de ano pra atualizar minha lista de livros recomendados, na coluna direita. Esses são os livros que eu amo, que mudaram e moldaram minha vida, que fizeram de mim o homem que eu sou. Recomendo todos, sem exceção. Planejo fazer um pequeno textinho sobre cada um deles. Podem cobrar. Os dois primeiros já estão prontos: A Colméia e Dom Casmurro.
Saturday, January 5, 2008
Friday, January 4, 2008
Casa Nova no RioLiloló e eu já estamos juntos há dois anos e meio. Nos conhecemos duas semanas antes da minha saída definitiva do Brasil: eu desmontei casa, dei tudo o que eu tinha, queimei todas as pontes... e essa mulher me amarrou o coração quase na sala de embarque do aeroporto.
Thursday, January 3, 2008
Do Fogo para a Frigideira ou We Are Number One
De Tantas Coisas Lindas Nesse Mundo...
Wednesday, January 2, 2008
Blogs Que Eu LeioVivem me perguntando que blogs eu leio e a resposta é: quase nenhum. Talvez o único blog que eu leio pelo blog é o do Scott Adams. De resto, não tenho tempo nem saco pra blogs. Os únicos blogs e fotologs que visito são das pessoas que eu gosto, pra saber como estão e acompanhar suas vidas. Devo ter esquecido algum, mas a lista principal vai abaixo. Não sei se são blogs particularmente bons, mas são escritos por gente que eu particularmente gosto (os sites da Anon e da Beth são proibidos para menores, não abram no escritório):
Um Dia em Grumari com Mirna
Tuesday, January 1, 2008
Leituras 2007Ano passado, eu li 167 livros. A lista completa está na coluna da direita. Eu sempre faço esses cálculos abaixo privadamente, mas como, acreditem ou não, vivem me perguntando da minha lista de leituras, aqui vão minhas considerações em público:
Últimos Livros Lidos em 2007167. Risério, Antonio. Utopia Brasileira e os Movimentos Negros, A. [Brasil, 2007] Dez.
Nostalgia da Pólio & Outros Assuntos CariocasDa série "Posts que eu deveria ter feito meses atrás mas não tive tempo na época":
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Um blog sobre rebeldia, contemplação e sacanagem, regado a muita literatura e humor. Nosso assunto são as várias prisões que acorrentam o homem, como ambi�‹o, verdade e medo. Dê sua opinião!
Msn (melhor modo de falar comigo)
AmigosAllan Ana Anon Bel Beth Bia Branco Bruno Camila Carol Cinthia Dani Doni Diego F‡bio Fl‡via Harry Helder Ian Idelba Ina L� LŽo Lulu Marcela Marina Marmota Maur’cio Mauro Nemo Nituche Pablo Paula Paula, fiha de Tom, afilhada de Chico, neta de ZŽ Loiro Rafa Renata SergioLinksSobreSites - a empresa que crieiGuia de Blog - tudo sobre blogs Guia de Fotolog - tudo sobre fotologs Guia de Usabilidade - tudo sobre usabilidade Usability - minha empresa de consultoria Usabilidade & AI - design de intera�‹o Gatas do Flickr - fotos de belas mulheres Sublinhado - resenhas de livros e filmes Fotolog - minhas fotos Alex Castro - site pessoal Arquivo
Janeiro 2008
Quer comprar no Submarino? Entre por aqui e eu ganho 8% Di‡rio de Leituras 2007167. RisŽrio, Antonio. Utopia Brasileira e os Movimentos Negros, A. [Brasil, 2007] Dez.166. Nejar, Carlos. Hist—ria da Literatura Brasileira. Da Carta de Pero Vaz de Caminha ˆ Contemporaneidade. [Brasil, 2007] Dez. Ex. de divulg. 165. Williams, Eric. From Columbus to Castro. The History of the Caribbean. [Trinidad e Tobago, 1970] Dez. 164. Borges, Jorge Luis. Pr—logo con un Pr—logo de Pr—logos. [Argentina, 1974] Dez. 163. Borges, Jorge Luis. El Libro de Arena. [Argentina, 1975] Dez. 162. Sarlo, Beatriz. Borges, un escritor en las orillas. [Argentina, 1995] Dez. Internet 161. Freire, Paulo. Pedagogia do Oprimido. [Brasil, 168] Dez. 160. Omil, Alba. Cuatro Versiones del Mart’n Fierro. [Argentina, 1993] Dez. (TulBib) 159. Estrada, Ezequiel Mart’nez. Muerte y Transfiguraci—n de Mart’n Fierro. [Argentina, 1948] Dez. (TulBib) 158. Alposta, Luis. La Culpa en Mart’n Fierro. [Argentina, 1998] Dez. (TulBib) 157. Lesser, Jeffrey. A Negocia�‹o da Identidade Nacional. (Negotiating National Identity. Immigrants, Minorities, and the Struggle for Ethnicity in Brazil.) [EUA, 1999] (TulBib.) Dez.1 156. Rebelo, Marques. A Estrela Sobe. [Brasil, 1939] Dez.1 155. Nuez, Iv‡n de la. Fantasia Roja. Los Intelectuales de Izquierda y la Revoluci—n Cubana. [Cuba, 2006] 154. Evaristo, Concei�‹o. Ponci‡ Vic�ncio. [Brasil, ?] Presente da autora. Nov.20- 153. Carpentier, Alejo. El Siglo de Las Luces. [Cuba, 1962] Nov.20-25 152. Hernandez, JosŽ. La Vuelta de Martin Fierro. [Argentina, 1879] Nov 151. Borges, Jorge Luis. El Martin Fierro. [Argentina, 1950] Nov. (TulBib) 150. Farinas, Lucila. Las Dos Versiones de Cec’lia ValdŽs: Evoluci—n Tem‡tico-Literaria. [EUA, 1979] ILL 149. Trelles, Edward E. Race in Another America. The Significance of Skin Color in Brazil. (Racismo ˆ Brasileira: Uma Nova Perspectiva Sociol—gica) [EUA, 2004] Nov. 148. Borges, Jorge Luis. El Informe de Brodie. [Argentina, 1970] Nov. 147. Suassuna, Ariano. O Auto da Compadecida. [Brasil, 1955] Nov.2. 146. Barrenechea, Ana Maria. La Expression de La Irrealidad en la Obra de Borges. [Argentina, 1967] Nov. 145. Borges, Jorge Luis. El Hacedor. [Argentina, 1950] Out. 144. Borges, Jorge Luis. El Otro, El Mismo. [Argentina, 1964] Out. 143. Cadena, Marisol de la. Indigenous Mestizos. The Politics of Race and culture in Cuzco, Peru, 1919-1991. [EUA, 2000] Out. 142. Moura, Clovis. As Injusti�as de Clio: O Negro na Historiografia Brasileira. [Brasil, 1990] Out. (TulBib) 141. Gorender, Jacob. A Escravid‹o Reabilitada. [Brasil, 1990] Out. (TulBib) 140. Grandin, Greg. The Blood of Guatemala. A History of Race and Nation. [EUA, 2000] Out. 139. Borges, Jorge Luis. Otras Inquisiones. [Argentina, 1952] Out. 138. Lacombe, AmŽrico Jacobina & outros. Rui Barbosa e a Queima dos Arquivos. [Brasil, 1988] Out. (ILL) 137. Graham, Sandra Lauderdale. 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Hotel Atl‰ntico. [Brasil, 1989] Jan. (TulBib) 17. Telles, Lygia Fagundes. As Meninas. [Brasil, 1973] Jan. (TulBib) 16. Cam›es, Luis Vaz de. Os Lus’adas. [Portugal, 1572] Jan. 15. Vieira, Antonio. Serm‹o da SexagŽsima. Serm‹o pelo Bom Sucesso das Armas de Portugal Contra as da Holanda. [Brasil, sŽc.XVII] Jan. (TulBib) 14. Jo‹o do Rio. A Profiss‹o de Jacques Pedreira. [Brasil, 1911] Jan. (TulBib) 13. Galv‹o, Patr’cia. Parque Industrial. [Brasil, 1933] Jan. (TulBib) 12. Lispector, Clarice. A Paix‹o Segundo G.H. [Brasil, 1964] Jan. 11. Callado, Antonio. Quarup. [Brasil, 1968] Jan. (TulBib) 10. Drummond, Roberto. Sangue de Coca Cola. [Brasil, 1980] Jan. 9. Saramago, JosŽ. A Jangada de Pedra. [Portugal, 1986] Jan. 8. C‰ndido, Antonio. Literatura e Sociedade. [Brasil, 1973] Jan. 7. Barbosa, Fernando Cordeiro. Trabalho e Resid�ncia. Estudo das Ocupa�›es de Empregada DomŽstica e Empregado de Edif’cio a Partir de Migrantes Nordestinos. [Brasil, 2000] Jan. (TulBib) 6. 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