|
|
|
Wednesday, January 31, 2007
As Mulheres, A Astrologia e Os Homens InteligentesEscreveu o leitor Roberto: PUTZ!!!!!!!!!!!!!!! Realmente existe gente para tudo nesse mundo!! Marte no signo, primeira casa, ascendente, descendente, sol em peixes...astrologia é o fim da picada!!! Meninas, aprendam: homens inteligentes abominam mulheres que curtem astrologia!E eu respondo: homem que não gosta de mulher que curte astrologia não gosta de mulher. Se o tal "homem inteligente" do comentário for excluir as mulheres que curtem astrologia do seu caderninho de telefones será mais prático jogar logo o caderninho fora. E nem vai adiantar virar gay, porque gay também adora um mapa astral. Melhor deixar a barba crescer e virar eremita. Existe mulher que não gosta de astrologia? Claro. Elas são tão deliciosamente ecléticas quanto os homens. Existe mulher que gosta até de corrida de monster truck. Mas são as exceções. Tenho um conhecido que não acredita em nada mas fez um curso de astrologia só pra entender os fundamentos. Os homens inteligentes de verdade não só também gostam dos assuntos que as mulheres gostam como ainda os estudam, pra ganhá-las no papo. Deixar comentários raivosos em blogs não é coisa de homem inteligente. É mais coisa de quem tem leão com ascendente em áries regido por Plutão. Alguém já fez seu mapa astral?
Trago Pessoa Amada em Três DiasA Gi andou brincando que a Liloló fez magia pra mim, mas olha só a busca que trouxe um usuário do Google ontem: "magia de chamar alex". Ai que meda.
Ser Você MesmoEsse fim-de-semana saí com uma mulher. Já estávamos de papo na internet faz tempo, falando sacanagem. Tínhamos combinado de nos encontrar na outra semana, mas ela teve a tarde livre no sábado e perguntou se podia vir à Nova Orleans me conhecer pessoalmente - ela mora em uma cidade a uma hora de distância. Eu adorei a idéia e ela veio.
Monday, January 29, 2007
permalink do artigo abaixo
Casa de Las Américas Negro não tinha poesia, o preto poria toda a arte a perder se falasse feito crioulo. Sua "arte" não era arte: no máximo, seria arteirice. Sob a aparência de defendê-lo, a literatura abolicionista condenava-o mais uma vez. (...) O negro nem é considerado gente, não entra no enredo que conta. Não há amores de negros que mereçam (...) um conto, um romance, uma peça de teatro. Eles não são dignos de literatura; quando nela aparecem só refletem a falta de dignidade, exemplos da maldade da "natureza humana".Depois de ler trocentos romances românticos brasileiros do século XIX, canônicos e não canônicos, a impressão que fica é que, realmente, os negros não eram capazes de grandes amores, grandes dores, grandes sentimentos que gerassem grandes histórias. As aventuras são sempre dos heróicos galãs brancos e das doces sinházinhas alvas, se encontrando nos bailes da corte e morrendo de amores, e cercados por escravos e escravos que mais parecem autômatos, ou figuras de papelão. ![]() Ler o romance da Ana, acompanhar as andanças de Kahide pela Rua do Ouvidor e pelo Pelourinho, se imiscuindo no submundo secreto dos negros, de alianças, sociedades e irmandades, vivendo, sofrendo, amando, morrendo, sendo protagonista de sua própria vida, a impressão que tenho é a de estar finalmente ouvindo o outro lado da história, o lado secreto, o lado escondido. É um pouco como reler A Moreninha só pra imaginar o que estavam conversando os escravos lá do fundo enquanto a ação corria cá na frente. Dá vontade de voltar no tempo e dar Um Defeito de Cor pra José de Alencar, Joaquim Manuel de Macedo e Bernardo Guimarães lerem. Será que gostariam? Empreendora do Século ![]() A Ana vai acabar ficando rica com esse livro. Não por causa da sua qualidade literária, claro. Qualidade literária, ainda mais no Brasil, não enche o bolso de ninguém. Mas dando palestras em empresas, talvez ensinando literatura no IBMEC ou FGV, ou mesmo sendo patrocinada pelo SEBRAE. Não conheço nenhum livro que exalte tanto o capitalismo, o livre-mercado, o valor da iniciativa. Esqueçam Mauá: o grande empreendedor brasileiro do século XIX foi uma negra liberta chamada Kahinde. A triste constatação é que, até mesmo hoje em dia, talvez particularmente hoje em dia, a Ana ficaria mais rica se fizesse como Kahinde e fosse vender cookie na praça ou montar uma padaria, do que escrevendo romances magistrais como Um Defeito de Cor. O Ritmo de um Romance de Mil Páginas Muita gente que leu o livro reclamou que é lento e tem longos trechos chatos. Devem ser as mesmas pessoas que vão à churrascaria rodízio e reclamam que só tem carne. Ora bolas, não entendo essas coisas. Um romance histórico de mil páginas é um tipo bem específico de romance e demanda uma sintonia do público com suas características inerentes. A construção, ritmo, vocabulário, tudo, enfim, é completamente diferente desses romances nacionais curtinhos que estamos acostumados a ler. A impressão que tenho é que são raros os autores brasileiros que se aventuram além das 400 páginas. Quantos livros recentes vocês conseguem citar? Quase nenhum. Se um conto é um beijo no escuro, então um romance de cem páginas é uma ficada longa e um romance de mil é um namoro. Não cabem trechos lentos em um beijo ou em uma ficada, mas em um namoro de dois meses eles são inevitáveis. Qualquer um enlouquece se mantiver por vários meses o ritmo de paixão alucinada dos primeiros dias.Os trechos chatos são os períodos de relaxamento da trama. Aqueles longos trechos de cantoria de O Senhor dos Anéis, por exemplo, são chatinhos mas sem essas paradas para respirar, o ritmo intenso do romance seria insuportável. Meu romance Mulher de Um Homem Só, de cerca de cem páginas, não poderia ser maior do que isso e foi escrito para ser lido de uma vez só - a voz narrativa é tão frenética e tensa que ninguém a suportaria por muito tempo. Mas ninguém pode ler Um Defeito de Cor de uma sentada: ele demanda um outro tipo de leitura. Quem se aventura por um romance de mil páginas quer uma relação de longo prazo, quer um companheiro de jornada, quer um livro onde possa morar e mergulhar por semanas ou meses - não tensão constante e estridente. Sim, eu também tive meus trechos menos preferidos. As primeiras cem páginas, quando Kahinde é criança, foram arrastadas. Escrever do ponto de vista de uma criança é muito complicado e sempre meio tedioso - vide O Caminho de Swann. As últimas cem páginas também me pareceram anti-climáticas. Depois de nos afeiçoarmos a uma série de personagens brasileiros ao longo de centenas e centenas de páginas, a romance subitamente vai para a África e nos pede para esquecer os personagens que aprendemos a gostar e que nos afeiçoemos a um grupo totalmente novo de pessoas. Isso é difícil de fazer, para o autor, para o leitor e até para a personagem: nem a própria Kahinde consegue, pois continua fixada no filho que deixou no Brasil. Além disso, como muitos brasileiros e algo compreensivelmente, eu também fiquei mais interessado pelas partes que se passam na minha terra do que em lugares da África que nunca ouvi falar. A grande diferença é que acho que nada disso prejudica o brilhantismo da obra. Não existe nem poderia existir romance de mil páginas frenético, sem trechos menos tensos, com períodos de relaxamento. Somente as 800 páginas centrais de Um Defeito de Cor já são algumas das melhores escritas no Brasil nos últimos anos. Identidade Racial no Brasil Uma observação sociológica: agora que o livro saiu, algumas resenhas se referem a Ana como uma "autora afro-brasileira". Aqui nos EUA, todo mundo sabe quem é negro: é aquele sujeito que não tem cara de leite. Ponto. Basta uma gotinha. Mas, no Brasil, as classificações são muito mais fluidas e contextuais. Muitas vezes, o mulato de terno e gravata e dirigindo um BMW é branco mas, na praia de sunga, é preto. Não sei como a Ana se vê ou se identifica, mas a referência a ela como afrobrasileira me causou um certo estranhamento pois eu jamais a descreveria assim. E fico pensando: será que sou eu ou será que o fato de ter escrito um livro com uma protagonista negra fez com que as pessoas a vissem como negra também? Paradoxos da complexa questão de identidade racial no Brasil.Agora, os Nossos Comerciais O livro tem mil páginas e custa R$80 (R$63 no Submarino, com R$17 de desconto!) e eu queria que fosse menor e mais barato, só por um motivo. Pras pessoas comprarem mais, pra elas se darem o livro de presente, pra não terem medo de começar a ler. Eu sei que vou passar muitos anos recomendando esse livro pra qualquer um que queira entender de verdade, na carne a escravidão, mas sei que poucos vão encarar o preço e o tamanho. Um livro assim deveria ter uma versão single, com um capítulo de amostra, por R$5. Depois, garanto que boa parte do povo comprava o director's cut. Conselho de amigo: compre agora, antes que vire minissérie da Globo, e eles façam uma daquelas novas edições horrorosas, com a Taís de Araújo beijando o Lázaro Ramos na capa. Ah, eu odeio quando estragam algum dos meus clássicos preferidos assim: a cada vez que pego o livro, tenho que ver algum ator hollywoodiano vestindo ceroulas! Comprando pelo Submarino e clicando aqui pelo blog, você economiza R$16 (já dá pra comprar duas entradas de cinema), remunera a Ana pelo seu trabalho, adquire um pusta romance e ainda dá uma comissãozinha pra esse blogueiro que te pilhou pra ler o livro. Todo mundo ganha.
permalink do artigo abaixo
Se você era uma das seis pessoas que ainda não sabia do que se tratava, Mestre Ina faz um apanhado completo de todas as idas e vindas da situação.
The OnionA Lê chamou atenção para uma matéria particularmente dolorosa do The Onion. Não é segredo pra ninguém que não existe gargalhada do bem: por trás de cada gargalhada, sempre tem alguém se fudendo. E é incrível como o The Onion, de modo engraçado e cirurgicamente doloroso, tem mapeado e registrado as neuroses, depressões e desgraças desse nosso novo mundo tecnológico. Três matérias particularmente cruéis e engraçadas de - literalmente - doer:
Sunday, January 28, 2007
Saturday, January 27, 2007
Guerra do Paraguai
A Perfect Date
DinheiroTrabalho com consultoria desde 2000. Em finais de 2o01, quebrei: fechei minha empresa, vendi meu carro e fui dar aulinhas de inglês. Nos meses bons (sem contar férias), eu ganhava R$600 - que mal dava pro aluguel. Meus gastos mensais, espartanos, eram de cerca de R$1500. Façam as contas.
Friday, January 26, 2007
EleiçõesParece que as eleições presidenciais americanas vão ser entre Hillary ou Obama vs McCain ou Giuliani, quatro políticos fortes, interessantes, articulados. Os democratas são mais virgens (sim, Obama é simpático mas o que ele e Hillary de fato fizeram?) enquanto que até mesmo os republicanos são dois raros "republicanos do bem", com excelente fichas corridas de serviços à nação. Bem diferente das disputas entre não-entidades Bush vs Gore ou Bush vs Kerry. Qualquer um desses quatro que seja presidente, já sabemos que ao menos não será uma tragédia - o que é um grande consolo depois de 8 anos de Baby Bush.
Alerta VermelhoA blogosfera brasileira está em polvorosa, a boataria corre solta, teorias da conspiração abundam, meu msn quase gastou hoje à tarde de tanto pipocar. Obviamente, não posso dar detalhes - se pudesse, a fofoca não seria tão boa - mas daqui a pouco, quando a merda explodir no ventilador, lembrem-se que leram aqui primeiro. Quem souber detalhes, me escreva. Não adianta perguntar que não vou poder responder, a não ser que você demonstre já estar por dentro - lei número um da boa fofoca.
Por AmorLiloló diz que a melhor coisa de eu ter ido embora é que ela agora pode voltar a lavar o pé, estava deixando todos os seus sapatos com chulé. E eu respondi que o lado bom de voltar pros EUA é não ter mais que fazer a barba todo dia, fico com a pele muito sensível e cheia de bolotas, mas ela odeia barba malfeita roçando entre suas coxas, coitadinha.
Thursday, January 25, 2007
Olavo de CarvalhoOlavo de Carvalho é um idiota. Entretanto, muito pior são os idiotas que o lêem e dialogam com ele, como se ele tivesse alguma estatura ou relevância, sem perceber que só estão colocando azeitonas no seu pastel.
Três Momentos TelevisãoObrigado ao leitor que recomendou o episódio House vs God. Nunca tinha visto esse seriado e adorei. Vou correr atrás.
DeusEu não acredito em deus. E tenho a impressão que muita gente que diz que acredita realmente não acredita.
Wednesday, January 24, 2007
MedoEu não tenho medo. Esse é talvez meu maior defeito.
Monday, January 22, 2007
Seguir as RegrasPra vocês, é fácil seguir as regras? Ser um cidadão respeitador é algo que lhes vêm naturalmente? Vocês falam as mentirinhas sociais de praxe e isso não lhes dói a alma?
Respostas das Sugestões de FilmesFilmes que vocês sugeriram e que eu já tinha visto e deveriam estar listados:
Machuca me parece ser chato de doer. Lavoura Arcaica, Dia da Caça e Latitude Zero, não sei nada deles. Vocês recomendam? Como são? Vocês me deixaram muito pilhado pra ver Quanto Vale ou É por Quilo? Pago pra não assistir qualquer coisa escrita pela Fernanda Young. Mar Adentro: via de regra, não tenho saco pra filmes tão dramáticos. O Pântano é La Ciénaga? Se é, eu tenho mas não vi ainda. Zuzu Angel está comigo, ainda não vi. Pequeno Dicionário Amoroso e Amores Possíveis são duas das minhas comédias românticas preferidas, dois filminhos despretensiosos e deliciosos que são tudo que o cinema-pipoca tem que ser. Já incluí Amantes do Círculo Polar, La Virgen de los Sicários, Al Sur de Granada, No Sos Vos, Soy Yo e Maria Llena Eres de Gracia na minha listinha. O filme do Xangô é bom mas o livro é ruim de doer. De doer mesmo. Só pra constar, por enquanto acho que Redentor é meu filme nacional preferido.
Fotas e Mais Fotas
Últimos Textos Lidos para o Exame do MestradoComo é pra estudo, estou tomando notas. Depois, se os leitores todos não sumirem desesperados, eu posto aqui. Não são os livros todos, somente trechos.
E os romances:
Lista completa de leituras pro exame de mestrado.
Seis Fotas
Marcela P.Minha belíssima amiga Marcela. Não preciso nem dizer que as duas primeiras fotos ela tirou só pra mim, né? Visitem seu Flickr.
Sunday, January 21, 2007
A Minha Maior Diversão do 20 de JaneiroÉ contar quantos veículos de imprensa (pra não falar de sabichões em mesas de bar) vão dizer que hoje é aniversário da cidade do Rio.
Saturday, January 20, 2007
Fazendo Meus Leitores de Nemo NoxJá pedi aqui antes mas lá vai de novo. Preciso de recomendações de filmes:
Hispânicos:
Friday, January 19, 2007
VolverO único filme do Almodovar que eu não teria adivinhado que era dele. Assim como Match Point também foi o menos Woody Allen dos Woody Allens. A diferença é que Match Point foi melhor do que qualquer coisa que Allen fez nos últimos dez anos, enquanto que Volver é bom mas senti falta do Almodovar de O Matador, Carne Trêmula, Fale com Ela, etc. Na verdade, Almodovar e Allen tem outra coisa em comum: mesmo os seus piores filmes (em comparação com o resto de suas carreiras) são sempre melhores que o resto do lixo em cartaz.
Sobre o Direito de Estar MalMinha querida amiga Lulu escreveu um post sobre o direito de estar mal: É uma verdadeira lei social, todos temos que estar bem, o tempo inteiro. Estar bem, além de ser praticamente sinônimo de estar magro ou magra, também significa estar sorridente e simpático, cheio de trabalho ou cheio de projetos ( pelo menos cheio de projetos), namorando, ou pelo menos beijando na boca, casado, com alguém. Estar bem significa estar cheio de energia, disciplina e objetivos a serem atingidos e tal. Trabalhando muito, indo à academia, viajando nas férias, saindo com amigos... ai que sono que preguiça. Nada contra nada disso, mas... respondam-me caros leitores: quem fica bem a porra do tempo inteiro? (...)Uns comentários foram hilários: Essa geração happy happy joy joy movida a Prozac devia ir pro espaço. (...) essa síndrome de Teletubbies me deixa mal pra caramba.Olha, eu não sou um inconsciente completo, não uso drogas, não tomo remédios e não gosto de Teletubbies, mas estou sempre razoavelmente bem. Nunca acordei me sentindo zangado ou triste sem motivo e não sou de ficar angustiado. Talvez eu seja egoísta e superficial mas, sério mesmo, não tenho saco pra pessoas desesperadas, angustiadas, mal-humoradas, incompreendidas, perseguidas, vitimizadas, deprimidas. Isso pra mim é muito passé, saiu de moda com os poetas românticos. Se já era ridículo quando era Álvares de Azevedo, imagina então sendo o meu primo João Cláudio. Não aturo, não tenho saco. Mando voltar quando estiver melhor. Eu conheço gente que acha que dilema existencial é sinal de inteligência. Que só os burros são leves, felizes e bem-humorados. Que as pessoas inteligentes têm que ser angustiadas, têm que se perguntar sobre o sentido da existência humana, têm que carregar o peso no mundo nas costas. Sei lá, vai ver deve ser mesmo só eu, mas acho que dilema existencial é coisa de gente burra, coisa de gente que sacrifica seu tempo, sua vida, sua felicidade se angustiando com questões que não têm solução e que, por isso mesmo, não são tão importantes assim. Quem é realmente sábio nunca perdeu um segundo meditando sobre deus, o universo, o sentido da vida: quem é realmente sábio está na praia, curtindo o calor do sol, com areia entre os dedos, ouvindo o barulhinho das ondas, sentindo a brisa fresca, saboreando uma água de coco, relaxando os músculos, curtindo a vida. Pra mim, sabedoria é isso. Reparem bem, não estou tirando o direito de ninguém ficar angustiado, de acordar em prantos, de gritar aos céus por deus mas, por favor!, não se engane achando que isso faz de você uma pessoa mais sofisticada do que o peão de obra que nunca considerou essas questões. E, mais importante, perto de mim não. Vai se deprimir lá na esquina.
Thursday, January 18, 2007
Incentivando a LeituraSeleção natural é foda. A culpa é sempre das mulheres. Os homens só constroem pontes, viajam à lua e usam penas vistosas na cauda porque acham que assim emprenharão mais fêmeas. E, porque as fêmeas de fato dão pra eles, seus filhos continuam construindo pontes, viajando à lua e usando penas ainda mais vistosas, e a história nunca termina.
Emails Maravilhosos que ReceboSobre a Prisão Aceitação: Assunto: a verdade
Wednesday, January 17, 2007
Eu e Meus CabelosEu era um homem normal. Meus cabelos não eram um assunto na minha vida. Nunca pensava neles. Lavava a cabeça com qualquer xampu. Passava no cabelereiro mais vagabundo da cidade de duas em duas semanas, mandava tosar com máquina um e pronto. Mais duas semanas sem precisar pensar em cabelo, sem precisar nem pentear o cabelo, o bichinho já acordava no lugar certo.
Adeus BrasilEstamos embarcando para Nova Orleans de novo, eu e o Oliver. Essas férias não foram férias. Não tive tempo pra nada. Não vi ninguém. Um trabalho de consultoria me sugou. Peço desculpas a todos os que eu gostaria de ter visto mas que não consegui nem ligar. Se ficou chateado por eu não ter te procurado, por favor, desfique. Lá pelo dia 10 de maio, estou de volta na terrinha. Dessa vez, juro, pretendo tirar férias de verdade.
Tuesday, January 16, 2007
Em Defesa da VidaComo pode alguém, em sã consciência, ser contra o projeto das máquinas de camisinha em escolas? Como pode alguém sinceramente achar que uma maior oferta de camisinhas é o que vai fazer os adolescentes transarem mais, como se adolescentes cheios de hormônios precisassem de alguma razão pra transar, como se já não transassem feito coelhos desde que o mundo é mundo? Como pode alguém ser perverso ao ponto de achar que devemos negar aos nossos jovens essa proteção adicional contra uma das epidemias mais mortais de todos os tempos? Como pode alguém ser ingênuo (ou hipócrita) ao ponto de achar que ler a Bíblia e dizer que transar é feio será o bastante pra coibir os instintos mais primordiais dos nossos jovens? Como pode alguém ser tão contra A VIDA ao ponto de atacar uma política que pode salvar a vida de milhares e milhares de brasileiros?
Monday, January 15, 2007
Diálogo numa Mesa de Bar CariocaAmigo que já morou em São Francisco: - Então, eu acordei com os móveis chacoalhando, peguei minha filha e corri pra rua.
Pôr-do-Sol Chuvoso da Minha Janela
Sunday, January 14, 2007
Ironia ou NãoAparentemente, muitos de vocês acham que o texto das regras do bom escrever é ironia. Um leitor até disse, incrivelmente, que "é claro que o texto é uma grande zombaria. Cada regra está escrita de forma a contrariar a própria regra." Bem, eu achei o oposto: que a regra usa o erro justamente como exemplo de como é feio uma frase com erros de ortografia, má pontuação, estrangeirismos, etc.
Regras do Bom EscreverCircula pela internet uma listinha de regras do bom escrever. Muita gente me pergunta o que acho.
Saturday, January 13, 2007
Prendas DomésticasNão tem nada que eu goste mais.
Friday, January 12, 2007
Contra os Descobrimentos: Auto da Índia, de Gil Vicente, e O Velho do Restelo, de Camões
"Ó glória de mandar! Ó vã cobiçaInicialmente, o Velho do Restelo foi lido como um conservador e um reacionário, um inimigo do progresso. Até hoje, em Portugal, ser um Velho do Restelo é ser do contra. Para outros, no entanto, O Velho do Restelo encarnaria o bom senso, o pacificismo, as preocupações sociais; ele seria aquele que defende que o dinheiro do reino seja aplicado no próprio reino e não gasto perseguindo glórias fugazes que só trariam benefícios às elites.Recentemente, Saramago atualizou o episódio, colocando o Velho do Restelo (Velho do Cabo Canaveral?) dialogando com os astronautas norte-americanos. O poema é péssimo, claro, como tudo o que Saramago escreve, essa velha besta comunista, mas é uma prova da atualidade ainda contundente do Velho do Restelo. 500 anos depois, o Velho do Restelo ainda vive e gera polêmica; os temas que levanta ainda são relevantes para nós. Essa é a marca do clássico universal. ![]() Pra saber mais:
E olha que nem comecei a falar da História Trágico-Marítima e das Peregrinações de Fernão Mendes Pintos, outras duas visões críticas contemporâneas dos Grandes Descobrimentos.
Todo Nervosinho É Idiota - E Vice-VersaUm leitor idiota e nervosinho fez um comentário idiota e nervosinho em um dos posts sobre Clarice e o nordeste: Quem vai querer ler sobre o nerdeste ? tenha dó. Postasse sobre o bloqueio do youtube que seria melhorNo dia seguinte, o leitor idiota e nervosinho voltou, procurou por seu comentário no post errado, ficou todo idiotinha e nervosinho achando que tinha sido censurado e nos brindou com mais essa pérola idiota e nervosinha: Apagou meu comentario otario ? Quem vai ler sobre está b0st4 de nordestes você é paraiba né ?Ai ai, eu ganho pouco mas me divirto.
Oxente!Um aluno de português me pergunta o significado de "oxente". Eu não soube definir. Perguntei pra deus e ele, também, nada. Oxente!, não sei mais o que fazer a não ser pedir ajuda aos meus leitores.
Thursday, January 11, 2007
permalink do artigo abaixo
Eu tava me controlando pra não comentar o maior absurdo do ano, ainda bem que o Pablo já disse tudo que eu teria a dizer, e melhor. Imaginem as consequências disso para a questão do aborto!
permalink do artigo abaixo
Hoje, no JB: Citando passagens da Bíblia e declarações do líder separatista Simón Bolívar, Chávez prometeu em seu discurso no Congresso "construir a via venezuelana na direção do socialismo para construir o socialismo venezuelano".Bem, *coça a cabeça*, tecnicamente sim, não é? Mas não dá a impressão de que, só porque o Chávez gosta dele, até o Bolívar agora virou persona non-grata? Ainda mais no JB.
Experimento GoogláticoEstou fazendo uma experiência com deus. Pra ver se ele é bom mesmo em responder às dúvidas dos seus suplicantes, sempre que preciso buscar alguma coisa eu tento primeiro escrever como algumas das buscas mais esdrúxulas que trazem usuários ao LLL. Vejam as duas primeiras que tentei. A primeira funcionou, a segunda não. Aliás, se alguém souber a resposta, me avise.
Desconstrução de Um Olhar: A Invenção do Nordeste em A Hora da Estrela (Parte 3 de 3) A Invenção do Nordeste em A Hora da Estrela By removing Macabea from the backdrop of the Northeast, laden with potential symbolic insights, Lispector renders her character even more pathetic by distancing her from any possibility of identity. Macabea is lost in a city that has nothing to do with her reality, and her story is being told by a man who cannot possibly know anything about her except that she is pathetic enough to attract his attention. (Sloan, 101)O que Sloan, e tantos outros críticos estudando A Hora da Estrela, nunca mencionam, o que talvez até mesmo ignorem, é a forte nordestinidade da própria autora. Clarice era tão migrante nordestina quanto Macabéa. Em sua juventude, passou pela experiência semelhante à de sua personagem, ao se mudar de Recife para o Rio. Ao criar seu narrador-buffer Rodrigo S. M., ela o fez homem mas, reveladoramente, manteve-o também migrante nordestino, como a própria autora e como a própria personagem. Ignorar todos esses esses dados é não entender um fator essencial na construção tanto de A Hora da Estrela, como também do romance dentro do romance sendo escrito por Rodrigo S.M. Vale a pena lembrar que A Hora da Estrela começa, para Clarice Lispector, como a simples história de uma nordestina. Fitz, em seu artigo sobre ponto de vista narrativo em A Hora da Estrela, é um dos poucos a fazer essa conexão: Clarice, like Macabéa, knew what it meant to be a young girl obliged to move from her home in a small northeastern city and go to a huge southern metropolis. She knew what it meant to be immediately bombarded with a plethora of utterly new sights, sounds and ideas. She knew what it meant to find herself suddenly among strangers and to have to make up her life as she went along. (Fitz, 202)Solange Oliveira, em seu artigo sobre configurações culturais em Clarice Lispector, enfatiza que essa dicotomia norte/sul é essencial para se entender não só a literatura brasileira de modo geral, mas também as próprias trajetórias das protagonistas femininas de Clarice: de certo modo, diz Oliveira, todas elas reproduzem simbolicamente a jornada de Macabéa (e da própria Clarice) em direção ao sul, ao Rio de Janeiro, uma terra de fartura econômica, psicológica e espiritual. (Oliveira, 125) Alguns críticos, quando mencionam a questão do Nordeste em A Hora da Estrela, colocam o romance na tradição do romance de trinta: regionalista, realista, denunciador de mazelas sociais. Gotlib escreve que A Hora da Estrela segue a "trilha do romance social dos anos trinta, que tem o Nordeste como espaço da fome e da miséria" mas com a diferença de jogar a protagonista no cenário agressivo da grande capital. (Gotlib, 466) Fitz concorda: Clarice Lispector has placed A Hora da Estrela thematically well within the tradition of regionalistically oriented literature and cultural conflict so brilliantly depicted by Euclides da Cunha. (...) It is her special genius to have added to the external story, the one that recounts what happens to an unskilled and unwanted northeastern waif in the big city, an inner drama, the disintegration of a crippled personality, one pathetically incapable of any kind of meaningful self-realization or fulfillment. (...) Macabea's story (...) is kind of updated and urbanized version of what might have been Victória's story, in Graciliano Ramos' Vidas Secas (1938) or what was actually Guta's story, in Rachel de Queiroz's As Três Marias (1943)." (Fitz, 200-201) Realmente, A Hora da Estrelase encaixa no processo de invenção do Nordeste apontado por Albuquerque: ao mesmo tempo em que o Nordeste é visto por seus migrantes como um espaço da saudade, ele também é denunciado como um lugar pobre, miserável e desesperançado, de gente ignorante e cruel, explorado economicamente e dominado politicamente. Mas A Hora da Estrela é bem mais que isso. O que salva A Hora da Estrela de ser apenas mais um entre tantos romances regionalistas na tradição do romance de trinta é a genialidade de Clarice ao criar Rodrigo S. M. como narrador-intermediário entre ela e Macabéa. Na verdade, é o romance escrito por Rodrigo S.M. que se encaixa na tradição do romance de trinta; é Rodrigo S.M. o típico intelectual/artista nordestino morando no Sudeste ao mesmo tempo recriando o Nordeste como um espaço de saudade e também denunciando suas mazelas e tomando sua voz para si. Ao se distanciar de Rodrigo, Clarice ganha deniability. O romance que Clarice escreve é não a história de Macabéa, tantas vezes contada e tão difícil de contar, mas a história de Rodrigo tentando contar a história de Macabéa; é a história do Nordeste tentando entender a si mesmo, tentando se recriar à distância para consumo no Sudeste; é a história de dois nordestinos que, por suas diferenças de classe, simplesmente não conseguem se entender.Na verdade, a tradição em que Clarice se insere é outra. De acordo com a terminologia de Albuquerque, Clarice estaria dando continuidade ao processo de "desregionalização da região" começado por João Cabral de Mello Neto. Sua crítica ataca o próprio discurso da região, desmonta suas tradições narrativas, expõe seu ridículo e sua hipocrisia. O grande dilema de Clarice (e de Rodrigo) é como escrever como uma semi-analfabeta sem enriquecer a linguagem? Como representar o pobre sem empobrecer? Como falar de pobreza de um modo que seja verossímil, como sendo um grandes temas da literatura, ao mesmo tempo em que se tenta não ser oportunista, não tratar a pobreza como somente mais um assunto? (Arêas, 81) Pois ao criar Rodrigo S.M., Clarice foge brilhantemente dessa questão: seu tema agora é justamente a dificuldade de um intelectual classe-média em assimilar a linguagem de uma semi-analfabeta - mesmo quando ambos são migrantes nordestinos no Rio de Janeiro. Desse modo, A Hora da Estrela acaba se mostrando uma perfeita exemplificação dos conceitos desenvolvidos por Albuquerque em A Invenção do Nordeste sendo aplicados na prática. Enquanto Rodrigo S.M. embarca em uma versão tardia do romance de trinta, Clarice leva a novos patares o projeto de "desregionalização da região" iniciado por Cabral. Bibliografia Albuquerque, Durval Muniz de, Jr. A Invenção do Nordeste e Outras Artes. Recife: Massangana, 1999. ![]() Arêas, Vilma. Clarice Lispector com a Ponta dos Dedos. São Paulo: Companhia das Letras, 2005. Cixous, Hélène. Reading with Clarice Lispector. Minneapolis: Univ of Minnesota Press, 1990. Fitz, Earl E. "Point of View in Clarice Lispector's "A Hora da Estrela"" in Luso Brazilian Review, Vol.19, No.2. (Winter, 1982), pp.195-208. Gotlib, Nádia Batella. Clarice. Uma Vida que se Conta. São Paulo: Ática, 1995. Helena, Lúcia. "A Problematização da Narrativa em Clarice Lispector" in Hispania, Vol.75, No.5. (Dec., 1992), pp. 1164-1173. Lispector, Clarice. A Hora da Estrela. Rio de Janeiro: Rocco, 1998. Medeiros, Paulo de. "Clarice Lispector and the Question of the Nation" in Alonzo, Claudia Pazos and Claire Williams. Closer to the Wild Heart. Essays on Clarice Lispector. Oxford: Legenda, 2002. Oliveira, Solange Ribeiro de. "The Dry and the Wet: Cultural Configuration in Clarice Lispector's Novels" in Oliveira, Solange Ribeiro de and Still, Judith, Eds. Brazilian Feminisms. Nottingham: University of Nottingham Press, 1999. Sloan, Cynthia A. "The Social and Textual Implications of the Creation of a Male Narratings Subject in Clarice Lispector's "A Hora da Estrela"" in Luso Brazilian Review, Vol.38, No.1. (Summer, 2001), pp.89-102.
Wednesday, January 10, 2007
Formulinhas Mega-Explicadoras Pseudo-UniversaisEstava conversando com uma amiga. Ela disse que nunca se apaixonaria por um aquariano como eu, pois eles são transparentes e impessoais demais. Explicou o fracasso do meu casamento porque piscianos, como minha ex, se sentem facilmente sufocados. Etc.
Desconstrução de Um Olhar: A Invenção do Nordeste em A Hora da Estrela (Parte 2 de 3)
Criei-me em Recife, e acho que viver no Nordeste ou Norte do Brasil é viver intensamente e de perto a verdadeiravida brasileira que lá, no interior, não recebe influência de costumes de outros países. Minha crendices foram aprendidas em Pernambuco, as comidas que mais gosto são pernambucanas. E através de empregadas, aprendi o rico folclore de lá. Somente na puberdade vim para o Rio com minha família: era a cidade grande cosmopolita que, no entanto, em breve se tornava para mim brasileira carioca. (Citada em Gotlib, 114)E é justamente essa nordestinidade tão menosprezada pelos críticos, e também tão sutil na obra de Clarice, que vai explodir em seu último romance, A Hora da Estrela. Olga Borelli, melhor amiga de Clarice, presenciou o primeiro estalo criativo do livro. Estavam ela e Clarice na Feira de São Cristóvão, no Rio de Janeiro, um tradicional ponto de encontro de migrantes nordestinos, com muita dança, diversão, comida. Assim como seu narrador Rodrigo S.M., que tem a idéia do romance ao pegar de relance o sentimento de perdição de uma moça nordestina nas ruas do Rio de Janeiro (Lispector, 12), Clarice também tem a idéia de escrever A Hora da Estrela ao ver uma moça nordestina na Feira de São Cristóvão. Segundo sua amiga Olga Borelli, Clarice sentou-se imediatamente em um banco e escreveu, ali mesmo, cinco páginas enquanto comia beiju e rapadura. (Gotlib, 473) Sobre Macabéa, que como ela, também veio de Alagoas para o Rio, Clarice disse: "ela é nordestina e eu precisava botar pra fora um dia o Nordeste que eu vivi." (Gotlib, 465) Ou seja, apesar de ser um romance magistral e cósmico, apesar de tratar da vida e da morte, do cosmos e da biologia, da arte e da escritura, A Hora da Estrela é, antes de tudo, a história-desabafo de uma nordestina por outra nordestina, uma história do Nordeste que Clarice viveu. O Nordeste e os Nordestinos em A Hora da Estrela A Hora da Estrela (1977) foi a última obra publicada em vida por Clarice Lispector. Sempre uma autora introspectiva, voltada para dramas existenciais e psicológicos, nessa sua última obra Clarice enfrenta o desafio de abordar a vida vazia e muda de uma nordestina pobre, no Rio de Janeiro Macabéa. O livro poderia ter se transformado em mais um representante tardio do romance de trinta, com a única diferente de mostrar o nordestino no Sudeste ao invés de em sua própria terra, mas sempre enfatizando sua situação precária, patética, submissa, explorada. A genialidade de Clarice, entretanto, está em criar um narrador intermediário entre ela e sua problemática personagem, um buffer zone: desse modo, A Hora da Estrela torna-se muito mais do que a simples história de uma nordestina pobre no Rio de Janeiro, mas sim a história de um escritor masculino do Sudeste tentando entender, se relacionar e contar a história de uma nordestina pobre no Rio de Janeiro. A luta de Rodrigo S.M., narrador de A Hora da Estrela, simboliza a própria luta da cultura brasileira dominante parar criar, entender, digerir, domar e possuir a cultura do Nordeste. Nesse sentido, A Hora da Estrela é praticamente uma representação ficcional do processo narrado por Albuquerque em A Invenção do Nordeste. Assim como os intelectuais do Sudeste e do próprio Nordeste criam o Nordeste que lhes interessa, Rodrigo S.M., que é ao mesmo tempo carioca mas também nordestino, pois cresceu no Nordeste, tenta criar uma nordestina que possa controlar, dominar o discurso e manipular. Finalmente, porém, tanto o próprio conceito de Nordeste escapa do controle de seus criadores e torna-se orgânico para a cultura do país como a própria Macabéa se recusa a se encaixar nos limites impostos por Rodrigo e acaba tendo que ser sacrificada - como se sacrifica um projeto fracassado ou um cavalo manco. ![]() A idéia de Nordeste é fundamental para o romance. Já na segunda página, Rodrigo S.M. descarta o conceito de felicidade (palavra doida, inventada por uma dessas nordestinas que andam por aí aos montes), revela que vai contar a história de uma nordestina que viu de relance pelas ruas do Rio e, tão importante quanto, estabele suas crendenciais de nordestino também: "sem falar que eu, em menino, me criei no Nordeste. Também sei das coisas por estar vivendo." (12) Existe um movimento interessante nesse trecho: ao mesmo tempo em que despreza a nordestinidade, se referindo às nordestinas que existem por aí como se fossem todas iguais e intercambiáveis, ele também valoriza o conceito, ao se propor a escrever um romance, gênero nobre, sobre a história de uma nordestina, algo que ele também é. Afinal, o leitor poderia se perguntar, ser nordestino é desprezível ou não, digno de orgulho ou não? O nome de Macabéa só é revelado na segunda metade do livro. Por dezenas e dezenas de páginas, ela é somente "a nordestina", mais uma entre milhões, sem nada que a diferencie ou defina. O próprio ato de tardar tanto em lhe nomear é revelador da pouca importância que ela têm para o narrador. Até que seja nomeada, Macabéa não existe enquanto indivíduo mas somente como representante paradigmática dessa "nordestina" migrante, feia e burra, intercambiável e substituível: Como a nordestina, há milhares de moças espalhadas por cortiços, vagas de cama num quarto, atrás de balcões trabalhando até a estafa. Não notam sequer que são facilmente substituíveis e que tanto existiriam como não existiriam. (14) Ela era um acaso. Um feto jogado na lata de lixo embrulhado em um jornal. Há milhares como ela? Sim, e que são apenas um acaso. (36)Na arrogância de sua voz narrativa, Rodrigo S.M. deixa claro que Macabéa somente é digna de destaque por estar tendo sua vida narrada por ele: ou seja, a dignidade humana emana dele, e não dela. Sem ele, sem sua narração, sem seu olhar, ela seria realmente somente mais uma. Mais ainda, para sublinhar a suprema desimportância de Macabéa, ele enfatiza que escreve por ele e para ele, por causa de suas necessidades e obsessões, nunca por ela. Macabéa não importa: "Preciso falar dessa nordestina senão sufoco. (17) Escrevo portanto não por causa da nordestina mas por motivo grave de 'força maior'". (18) Esse desprezo é completamente explícito, nada sutil. O narrador enfatiza diversas vezes a posição inferior de Macabéa em relação a ele e deixa claro seus esforços para se rebaixar ao seu nível. Impossível não ver nisso um paralelo com a atitude do Sudeste para com o Nordeste: "Pra falar da moça tenho que não fazer a barba durante dias e adquirir olheiras escuras por dormir pouco, só cochilar de pura exaustão, sou um trabalhador manual. Além de vestir-me com roupa velha rasgada. Tudo isso para me pôr no nível da nordestina." (19) ![]() Ao longo de todo o livro, o Nordeste e os nordestinos são retratados de forma consistentemente negativa. O nordestino é doente do fígado, tem a pele manchada, é magro e raquítico, repleto de defeitos provenientes de maus antecedentes, de pais famintos e da herança do sertão, uma área de febres ruins, doenças e pobreza. (27-28, 58) Através da figura de Olímpico, Rodrigo traça um retrato cruel do homem nordestino: preconceituoso, machista, ladrão, agressivo, burro, aproveitador, seco, inculto, incompetente, arrogante, ambicioso, racista. Ele humilha Macabéa, rouba o relógio de um colega, mata um homem, só sabe falar sobre comida, nem sabe o que é cultura, não admite sua ignorância e, finalmente, troca Macabéa por Glória somente por essa ser loira, gorda, carioca e filha de açougueiro. Rodrigo faz com Olímpico o mesmo que esse faz com Macabéa e humilha-o com requintes de crueldade: "Trouxera consigo, comprada no mercado da Paraíba, uma lata de vaselina perfumada e um pente, como posse sua e exclusiva. Não desconfiava que as cariocas tinham nojo daquela meladeira gordurosa." (57) Ou seja, o típico migrante ignorante que nem mesmo domina os códigos da terra para onde migrou. Para Rodrigo S.M., Macabéa e Olímpico são não personagens humanos, mas símbolos de tudo o que o Nordeste e os nordestinos têm de mais patético e desprezível. Similarmente, para Clarice, Rodrigo também é menos personagem do que símbolo paradigmático da atitute sulista para com o Nordeste. A Hora da Estrela, antes de tudo, é a história de um olhar. (conclui amanhã...)
Tuesday, January 9, 2007
Desconstrução de Um Olhar: A Invenção do Nordeste em A Hora da Estrela (Parte 1 de 3)Introdução As cidades nordestinas, quando tematizadas, parecem ter parado no periodo colonial, são abordadas como cidades folclóricas, alegres, cheias de luz e arquitetura barroca (104-105). O Nordeste como lugar da tradição é sempre tematizado como uma região rural, onde as cidades aparecem como símbolos de decadência, do pecado, dos desvirtuamento da pureza e da inocência camponesas. Embora muito antigo, o fenômeno urbano e metropolitano no Nordeste é praticamente ignorado por sua produção artística e literária. Sendo o local de uma das primeiras manifestações industriais do país, a indústria é vista com desconfiançca, como um corpo estranho numa "região agrícola" (115).Nesse contexto, o folclore também se torna importante ferramenta conservadora. Embora se vejam como defensores da cultura popular, os folcloristas são os maiores detratores do folclore. Ao cobrar a permanência do folclore ao longo do tempo, esses estudiosos na prática pegam uma tradição viva e sempre mutável e tentam petrificá-la em algum momento do passado, impedindo que os contemporâneos tomem-na para si como fizeram seus avós. Equivale a dizer: o folclore era vivo e mutável e válido até o ano X: depois disso, mudanças passam a ser "distorções" nas tradições populares. Ao ser tornado obsoleto, o folclore torna-se também uma ferramenta reacionária. Como argumenta Durval, um dos modos dessa elite regional se perpetuar no poder é criando uma nova tradição que responda ao seus interesses ao mesmo tempo que reinvindicam uma pretensa continuidade dessa mesma tradição inventada: O folclore seria um elemento de integração do povo nesse todo regional, (...) [apresentando] uma função disciplinadora, de educação, de formação de uma sensibilidade, baseada na perpetuação de costumes, hábitos e concepções, construindo novos códigos sociais, capazes de eliminar o trauma, o conflito trazido pela sociedade moderna. O uso do elemento folclórico permitia criar novas formas que, no entanto, ressoavam antigas maneiras de ver, dizer, agir, sentir, contribuindo para a invenção de tradições. Construir o novo, negando a novidade, atribuindo-o a uma pretensa continuidade. (77-78)Para Albuquerque, o Nordeste é produto de uma homogeneização (26). O Nordeste é maior, mais complexo e mais multifacetado do que sua imagem, seu rótulo, seu paradigma. Para que se formasse a idéia de um Nordeste rural, foi necessário "esquecer" suas cidades; para que se formasse a idéia de um Nordeste seco e árido, foi necessário "esquecer" suas imensas florestas, e assim por diante, tudo para conseguir encaixar todo o Nordeste, em toda sua complexidade ecológica, econômica e social, dentro dos estreitos limites do seu paradigma cultural. Como escreve Albuquerque, o Nordeste é "uma construção mental, formada por conceitos sintáticos e abstratos que procuram dar conta de uma generalização intelectual, de uma enorme variedade de experiências efetivas. Falar e ver a nação ou região não é, a rigor, espelhar essas realidades, mas criá-las." (27) E mais adiante ele conclui: "O Nordeste quase sempre não é o Nordeste tal como é, mas tal como foi nordestinizado." (311) Naturalmente, grande parte dessa nordestização simplista e redutora foi perpetrada pelos próprios intelectuais e escritores nordestinos. A partir das décadas de vinte e trinta, a literatura regional ascende à condição de literatura nacional, "preocupada com a nação e com seu povo, mestiço, pobre, inculto e primitivo em suas manifestações sociais. A literatura passa a ser vista como destinada a oferecer sentido às várias realidades do país; a desvendar a essência do Brasil real." (107) O romance nordestino por excelência vai tender a reforçar os estereótipos já vistos, como a recusa à modernidade e a repulsa à cidade e à indústria; e serão francamente nostálgicos em relação a um passado em que a vida parecia mais clara e estável, com todas as hierarquias fixas e ordenadas. São romances escritos por uma elite que se vê perdida em um mundo novo e tenta recuperar o que perdeu: "o que mais temem na modernidade é o dilaceramento, o conflito em torno do próprio espaço tido, até então, como referente natural e eterno." (114) Por isso, o discurso do romance regional é hierarquizado, valoriza uma sociedade onde cada um sabe o seu lugar. Ao enfatizar a arbitrariedade do mundo burguês e a exploração do assalariado, acabam por valorizar a sociedade patriarcal e escravista, criando uma visão lírica, muitas vezes explicitamente saudosista, da escravidão. (123) Esse conservadorismo do romance de trinta se reflete também na espessura dos seus personagens: são tipos fixos, petrificados, "que mesmo diante de todos os conflitos internos e dos dissabores externos que enfrentam ao longo da trama, nunca chegam a se negar a si mesmos; eles têm garantida a continuidade de "um modo de ser", de "um modo de pensar", de um "modo de agir" regional." Como em qualquer romance de tese, e o romance regional de trinta não deixa de ser um romance de tese, a função dos seus personagens parece ser a manutenção de uma essência e eliminação de qualquer virtualidade. (110) O Nordeste não é somente a invenção da elite de direita mas também da elite de esquerda, escritores e artistas, estudiosos e acadêmicos cujo discurso ajuda a elaborar o que é, basicamente, um território de revolta. De certa forma, ambas elites agem de forma igual: seus discursos classe média urbanos-industriais são sempre proferidos de cima pra baixo, um discurso do Brasil civilizado sobre o Brasil rural, tradicional, arcaico, rebelde, bárbaro, primitivo, uma região bárbara que só pode ser domada seja pela disciplina burguesa ou pela disciplina revolucionária. De esquerda ou de direita, são sempre discursos etnográficos, que vêem o outro como exótico, curioso, distante, que vêem o povo como pretexto para veicular suas demandas de poder ao Estado, "de tomar a voz e a visão do povo para si; de falar em nome dele." (194-195) Um intelectual regionalista, seja de esquerda ou de direita, é aquele que se sente eternamente longe do centro irradiador de poder e de cultura. A base do seu discurso é a denúncia dessa sua distância, dessa sua impotência, dessa sua vitimização. (50) A esquerda toma o Nordeste como "exemplo privilegiado da miséria, da fome, do atraso, do subdesenvolvimento, da alienação do país" (192); dá apenas uma leitura marxista a já existente mitologia do Nordeste, mas ainda mantendo-a presa às mesmas questões: "a visibilidade e dizibilidade da região Nordeste, como de qualquer espaço, são compostas também de produtos da imaginação, a que se atribuem realidade. Compõem-se de fatos que, uma vez vistos, escutados, contados e lidos, são fixados, repetem-se, impõem-se como verdade, tomam consistência, criam raízes" (192). Ou seja, o discurso torna-se mais real do que a própria realidade e chega-se ao ponto de que não se pode mostrar um verão nordestino em que "os ramos não estejam pretos e as cacimbas vazias" (192). O Nordeste não existe mais sem seca, coronéis, jagunços ou santos. (192) Ou, inversamente, não pode existir com progresso, indústria, florestas, eleições livres - todos elementos que extrapolam os limites do paradigma e demonstram sua explícita falsidade: "o Nordeste dos 'regionalistas e tradicionalistas' é uma região formada por imagens depressivas, decadentes." (80) No romance de trinta, eminentemente de esquerda, "a ênfase na luta social entre as classes é uma premissa básica na construção das narrativas e das obras." (200) Entretanto, culpar o capitalismo como causa única da regionalização do Nordeste implica que, antes da criação da região, "existia uma unidade anterior que se dissolveu, quando, na verdade, tanto esta idéia da existência de uma unidade anterior, que seria a nação, como a idéia da regionalização posterior, são efeitos de relações discursivas." (34) Ou seja, insiste-se na idéia falsa de que o existe um Nordeste verdadeiro, autêntico, por trás do Nordeste falso, explorado, expoliado, que vemos hoje. Ao perseguir essa quimera, esses intelectuais cegam-se em relação ao verdadeiro processo de criação de um discurso constitutivo da região. Seus discursos, eternamente presos na lógica da vitimização, ao criar um "outro" culpado pelas mazelas sociais, criam também um "eu" descomprometido com sua condição, inocente, explorado: "o discurso das desigualdades regionais, por exemplo, traz em sua base a falsa premissa de que um dia existiu ou poderão existir regiões iguais, além de partir da naturalização e homogeneização das regiões que põe em comparação." (310) O Nordeste não é apenas criado no próprio Nordeste mas em todo o país, especialmente no Sudeste, por intelectuais "que disputam com os intelectuais nortistas a hegemonia no interior do discurso histórico e sociológico." (101) Do ponto de vista complacente das elites sulistas, o Brasil "seria um país cindido entre a inteligência do sul, mais bem aparelhada em seus conceitos de realidade e, de outro lado, o 'nortista', fantasioso, imaginoso e sensitivo, delirante e compadecido." (104) Se, por um lado, a elite regional cria o Nordeste como o espaço do passado, a população migrante vai instituir o Nordeste como o espaço da saudade. (151) De acordo com Albuquerque, o grande responsável por esse processo teria sido o músico Luiz Gonzaga, ao assumir uma identidade francamente regional e se transformar em representante do Nordeste no Rio de Janeiro, dirigindo suas músicas ao migrante nordestino radicado no sul (154) e se colocando como "intermediário entre 'o povo do Nordeste' e o estado, que deseja saber os desejos do povo, cabendo ao artista fazê-los visíveis." (157) Seria o sucesso de suas músicas um dos fatores iniciais de solidificação de uma identidade regional entre os migrantes: apesar de provenientes de estados diferentes, com culturas diferentes, sotaques diferentes, experiências diferentes, eles começam a se ver como iguais em gostos, costumes e valores - o que não acontecia na própria região. (159) Esse processo vai responder a uma das questões levantadas por Albuquerque: como pode a cultura regional do Nordeste ser tão rica e resistente se a região é subordinada política e economicamente, se sua população migra para dentro e para fora da região, se sofrem um contínuo processo de desenraizamente cultura? Como conseguiram preservar suas raízes e tradições? (158): Isto se deve exatamente ao fato de a "cultura nordestina" ser uma invenção recente, assim como o Nordeste, fruto em grande parte deste próprio desenraizamento. Esse espaço e essa cultura da memória, do passado, não são apenas evocação, mas principalmente criação de um espaço imaginado e de tradições feitas em contraponto à realidade urbana e sulista enfrentada pelos migrantes. (158)Esse discurso acaba construindo uma dicotomia na qual o Nordeste - e, conversamente, o Sul - são vistos alternadamente como inferno na terra e utopia saudosista. Por um lado, o Nordeste é visto como o espaço da seca, da morte, da pobreza, sendo a terra de promissão sempre localizada mais ao sul, "o caminho da libertação do nordestino, mesmo que possa significar, inicialmente, o aprisionamente na máquina burguesa de trabalho." (199) E, por outro, o Nordeste também é construído, à distância, distância tanto espacial quanto temporal, como o espaço da ordem, da bondade, das tradições, onde as coisas ainda são como deveriam ser, em oposição a essa cidade grande sempre suja, decadente, falsa, hipócrita, hostil - tudo o que o "Nordeste verdadeiro" não é. Segundo Albuquerque, o artista que inicia o processo de "desregionalização da região" é João Cabral de Mello Neto. Em muitos aspectos, sua obra dá continuidade a diversos elementos típicos do romance de trinta e da ideologia marxista, como a construção de "um espaço submetido a uma operação de homogeneização, onde parece só haver miséria, exploração e fome." (260) O que diferencia Cabral, entretanto, é seu projeto de representar o Nordeste através da forma e não apenas do conteúdo, através de uma linguagem que deva imitar e não encobrir a realidade (252), uma linguagem seca não por resignação, mas por contundência, uma depuração que é tanto estratégia linguística quanto política, pois ambas as coisas não se separam. (256) Cabral é diferente de seus antecessores por utilizar a linguagem e o estilo para desconstruir as tradições inventadas da região (255): ele não evoca um passado nostálgico, não se identifica nem com a sociedade patriarcal nem com a burguesa; a construção do seu futuro passa pela "destruição das ilusões trazidas pela memória e pela celebração do presente como momento transformador." (262) O problema com Cabral, entretanto, continua Albuquerque, é que apesar de seus esforços para desconstruir a "mitologia" do Nordeste, toda a sua crítica da linguagem ainda se pauta pela busca de uma linguagem mais adequada para exprimir a realidade do Nordeste. Quando desconstrói o falso Nordeste da tradição ele também deixa implícito a existência de um Nordeste verdadeiro, encontrável e articulável em forma de poesia. O que ele deseja encontrar é a forma correta de expressar o Nordeste real, de torná-lo claro e cristalino, de mostrá-lo em sua verdade (253), permanecendo assim sempre preso à "ilusão da possibilidade de construção de uma imagem e de um texto que correspondessem plenamente à sua realidade, que fossem expressão de sua verdade" (263): ![]() Ao querer reconstruir o Nordeste, ao invés de destruí-lo, por querer encontrá-lo em sua verdade, em vez de denunciá-lo como uma impostura, é que a racionalidade de sua poesia fez água. Ao não tomar o Nordeste como uma abstração a serviço da dominação, o poeta, ao concretizá-lo, ofereceu novas formas para esta dominação se reproduzir, tropeçando nas próprias pedras que quis colocar no caminho da dominação. (262-263)Albuquerque conclui seu estudo lembrando que a busca por raízes, fruto de um olhar sempre voltado para baixo, tende a reproduzir nossa eterna condição de colonizados sempre em busca de nós mesmos: "os que vão em busca de raízes acabam cobertos de lama e de pedregulhos. O caminho da grande arte nunca foi o das raízes, mas o das estrelas." (286) Por ser uma invenção recente na história brasileira, o Nordeste não pode jamais ser estudado sem que se leve em conta essa historicidade. (305) Por fim, o grande perigo intelectual ao se escrever sobre o Nordeste, pior do que o anacronismo, é a falácia de Cabral: uma busca vã por um Nordeste verdadeiro e quimérico que nunca existiu: "O discurso regionalista não é apenas um discurso ideológico, que desfiguraria uma pretensa essência do Nordeste ou de outra região. O discurso regionalista não mascara a verdade da região, ele a institui." (grifo do autor) (49) (continua amanhã...)
Três AnúnciosTem anúncios que a gente não esquece. Aqui vão os meus. Vocês lembram desses? Quais são os seus? Conta pra mim.
Monday, January 8, 2007
A Solução Mais Simples Quase Sempre É a Mais ÓbviaEscreveu o genial Harry: Acho que entendi. As pessoas que concordam com você e pensam como você não vão ficar mandando e-mail elogioso, porque não se importam, acham que você se importa ainda menos e não vão gastar tempo com isso. Só quem manda e-mail é quem não é como você.
Emails Maravilhosos que ReceboLendo meus emails, eu descubro quem eu sou de verdade. Descobri, por exemplo, que sou um robô sem sentimentos e um verme a serviço do capitalismo: Estive lendo seu blog e fiquei surpresa cmg msm... Geralmente não há nd que me prenda a atenção, a não ser que tenha menos de 10 linhas para se ler... Deve ser por isso que não sou muito boa com as palavras... E apesar de ter adorado ler seus posts e tal, fucei mesmo seu blog e acabei por alguns momentos odiando vc. Adoráveis, admiráveis, sei lá... Certas vezes vc se apresenta espetacularmente sensato em suas críticas, suas opiniões decididas, porém outras vi vc como um verme, sem vestígio de qq sentimento, escreve como um robô programado para executar as tarefas essenciais de um mundo capitalista para obter o sucesso exigido por quem quer q o tenha programado ou pelo próprio prazer... Achei mesmo absurdo vc dizer q tem pessoas q dizem um simples "Oi" pra vc no msn, já que pela sua concepção, elas deveriam ter um assunto em mente para tratar... A impressão que dá é q vc pensa q as pessoas só começam uma conversa com o interesse em algo, não te passa pela cabeça q elas apenas querem jogar conversa fora? Falar de coisas inúteis, sem nexo, ou só receber um "Oi, como vai?" e se sentirem um pouco amadas, lembradas, ou sei lá oq? Existem pessoas q não tem nd além de esperança na vida... E podem estar bem ao seu lado, precisando só de um olhar seu pra sobreviverem... Posso até estar equivocada e sendo ridícula e se estiver sinceramente te peço desculpas, aliás não vi nem metade desse seu blog, mas o pouco que vi me dá a impressão de um "Alex" mais máquina q ser humano...Para a leitora que acha que sou um lacaio do capital, mandei meu texto sobre consumismo. * * * Depois desse post, vários leitores que tinham me dito que "me adoram mas discordam de mim" vestiram carapuças e mandaram emails se desculpando. Um deles: Quando eu tentei fazer jornalismo, lembro de uma tal aula que falava de "ruído" na comunicação: talvez seja esse o caso aqui. Quando eu disse que lia "apesar de discordar", achei um puta elogio, vc interpretou sei lá como. Pode ser erro meu, mas pode ser erro seu na leitura tb. Sei lá. O intuito não foi polemizar, porque tenho preguiça de polemizar e durmo no meio das discussões. O intuito foi elogiar mesmo, eu, pelo menos, vi assim. Vc não viu, pelo jeito. Enfim...dando um exemplo: tb discordo do Mainardi, por exemplo, mas não leio. Porque acho que ele é um chato da porra.O comentário, em si, não é nem um pouco insultante, nem ofensivo, e é, de fato, um grande elogio. A dúvida que motivou o post é porque TODO MUNDO que me elogia diz isso, ao invés de somente uma ou outra pessoa. Nunca disse que estava ofendido ou magoado. * * * Um leitor leu os textos sobre casamento aberto e também acha que me conhece melhor do que eu mesmo. Ele parte de uma série de premissas falsas, que tirou da própria cabeça, e depois as critica. Minha participação no processo é zero: cara. Eu já tive os dois tipos [de relacionamento, aberto e fechado]. Já tive um relacionamento que nem sabia que tinha este nome " aberto " foi bom sim pois mesmo estando com a minha gata podia curtir outras e no caso dela nem quería saber. Mas sinceramente, mesmo estando debaixo do mesmo teto e ela sendo minha mulher eu não conseguía vê-la desta forma, quando eu olhava pra ela sabía que ela não era mulher pra casar. Cara, a palavra Casamento é muito mais do que somente um nome. Não se cabe a palavra casamento sem fidelidade. Hoje sou casado de verdade e minha esposa é ciumenta sim e somente me casei com ela pois sei que ela é uma pessoa que eu posso ter um relacionamento sério e que posso dar a ela o direito da confiança. No seu caso nem você e nem sua esposa são pessoas de confiança e a carne em vocês fala bem mais alto que o espírito e não me leve a mal, quem tem a carne mais forte que o espírito não passa de churrasco ambulante, de um pedaço de carne que pode ser manipulado por qualquer bunda ou peito ou sorriso de uma boca atraente. Eu pude até topar essa coisa de relacionamento aberto mas eu na vida mas sei perfeitamente que somente na fidelidade conseguimos ter respeito pela nossa companheira, sem este sentimento fica difícil eu me entregar e por mais inteligente e professor que você se ache, não se engane, esta mulher que você tem este relacionamento aberto, aliás todas elas que você tem relacionamento você não as conhece direito e elas não se abrem de verdade pra você, então este papo de que você precisa conhecer a pessoa pra ter a relação é puro cococó, sou mais sua esposa que pelo menos assume que é carne e transa sem nem ao menos saber o nome dos caras, é tesão e ela com certeza deve estar aproveitando muito mais que você ! Uma mulher somente se entrega de verdade e naturalmente pra você e você somente consegue ser feliz com ela de verdade e amá-la de verdade se for só dela e ela somente sua. Ela anda na rua e tem as fantasias e desejos dela mas quando pensa em você, o homem de verdade dela o outro não passa de carne e o desejo vai embora ou não, mas se não for é porque os sentimentos não existem mais mesmo e aí de qualquer forma o casamento acabou. Prefiro viver assim, fiel, enquanto dure. Por mais que seja cabeça feita, uma mulher que não me dá exclusividade não merece o meu amor sincero, o problema real nisso tudo é encontrar uma pessoa que pense como você. Viver intensamente uma coisa de cada vez, acabou, adeus, sem crise e brigas e estando-se solteiro aí pode-se fazer o que quizer mas pintou amor que é bem mais bonito que a carne, viva-o exclusivamente senão irmão, nada vai ser bem feito e quem tudo quer, tudo perde (e estas frases são tão antigas quanto aquelas que você colocou e fique sabendo que a maioría destas pessoas, incluindo o Nelson Rodrigues, eram umas tremendas bichonas enrustidas).
Pôr do Sol em IpanemaUma amiga paulista me perguntou porque carioca aplaude o pôr-do-sol.
Sunday, January 7, 2007
FlickrHoje, meu Flickr vai bater um milhão de visitas em dois anos de existência - em comparação, o LLL demorou dois anos e meio pra chegar ao primeiro milhãozinho. Confesso que ultimamente não leio mais blog quase que nenhum mas visito trocentos e oito Flíqueres por dia. É uma delícia. Já fiz grandes amigos pelo Flickr, inclusive até a mulher que eu amo, a incomparável Liloló (lindaloiralouca), trocando comentários nas fotos uns dos outros. Além das fotos de pezinhos, claro, eu tento me concentrar em tirar fotos de pessoas normais pelas ruas, fotos que contem histórias, que tenham uma narrativa. Se ainda não conhece meu Flickr, hoje é um bom dia.
Duas Coisas que Não Entendo na UniversidadeGente que sublinha o livro todo.
"O Banco É do Povo Todo, Não do João ou da Maria!"O problema da esquerda é que, mesmo quando está certa, é ridícula. Também achei que essa nova campanha do BB a maior idéia de gerico. Mas vejam o que disse o Sindicato dos Bancários de Brasília: A estratégia de marketing é um "golpe" para tentar mudar o nome da instituição, como "quando tentaram mudar o nome para Banco Brasil". "A gente discorda porque descaracteriza o banco. Dá a impressão de um banco privado. O Banco do Brasil é dos brasileiros, e assim ele deve continuar". (...) O sindicato também condena os gastos feitos com publicidade "apenas para confundir a população". "Cabe perguntar: quanto se gastará para trocar os painéis das agências; para publicação nos principais jornais do país; em anúncios em rádios e televisão? Os responsáveis por essa ?nova idéia? irão responder pelo prejuízo que estão causando a empresa?"
Saturday, January 6, 2007
Elogio à MasturbaçãoFaz alguns dias, eu propus um desafio aos meus leitores. Todo mundo nos ensina que a masturbação é linda e saudával, mas ninguém nunca conversa sobre isso. O assunto é tabu, vergonhoso, silenciado, esquecido.
Últimos Textos Lidos para o Exame do MestradoComo é pra estudo, estou tomando notas. Depois, se os leitores todos não sumirem desesperados, eu posto aqui. Não são os livros todos, somente trechos.
Friday, January 5, 2007
Uma Coisinha que Eu Acho FofaEssas pessoas que entram aqui, lêem dois textos meus (ou duzentos, tanto faz) e já me conhecem ao avesso, de cabo a rabo: rotulado, definido e encaixotado. E afirmam, sem vergonha e sem pudor, sem ironia e sem auto-crítica: Alex, você é isso; Alex, você é assim. Acho lindas as certezas dos humanos.
"Te Leio Todo Dia, Te Adoro, Mas Não Concordo com Quase Nada do que Você Escreve!"Quase todo mundo que me elogia faz questão de enfatizar que não concorda com quase nada do que escrevo. Não são duas, não são três, são quase todas as pessoas. E a ressalva não é um afterthought, ou implícita, ou mencionada de soslaio, mas enfatizada com vigor, de modo que não exista possibilidade de confusão. Quanto maior o elogio, maior a ressalva que o acompanha: te leio TODO dia, te adoro, sou sua fã, mas não concordo com NADA do que você escreve! A segunda hipótese, evidentemente. São como mulheres que dizem "não acredito que eu estou fazendo isso" ou "essa não sou eu", quando se percebem prestes a te dar no primeiro encontro.Update II Eu e As Polêmicas Tem uma coisa que eu acho engraçado. Todos vocês parecem presumir sem sombra de dúvida que eu escrevo PARA criar polêmica e nada poderia ser mais distante da realidade: vc escreve muito bem, mas, dirige seus posts para criar polêmica...assim, fica fácil discordar de vc...Entendam: eu até SEI que vou causar polêmica porque não sou idiota e vejo que minhas opiniões são diferentes do senso-comum dos humanos, mas o fato de eu verbalizar minha opinião sabendo que vão causar polêmica não significa que eu QUEIRA causar polêmica. Verbalizo minhas opiniões porque são as únicas que tenho. A polêmica quem faz são os outros. A não ser que eu invente opiniões mais palatáveis ao público, minha outra opção seria me auto-censurar. Só porque observo que minhas opiniões são diferentes do senso comum, não deveria verbalizá-las? Update III A Seriedade do LLL Escreveu o irmão biajônico: eu acho que, bem basicamente, eu e o rafael não nos levamos tanto a sério quanto você nos posts. tanto que vc dá a impressão, para quem te lê, de ser um cara sério, pesado (bem, falo metafóricamente), sisudo. umbiguista todos somos, mas acho que nós somos mais... digamos, "suaves" (uh!). podemos dizer "moderados". hahahahah... :>)Se levar a sério? Não pode ser. Não tem um post sério nesse blog. Acho que fiz um, em maio de 2003, mas apaguei antes de ninguém ver. As pessoas que lêem o LLL e encontram seriedade devem ser as mesmas que encontram imparcialidade no Jornal Nacional, sobriedade no Clodovil e modéstia no Jô. Os leitores que acham que o LLL é um blog que se leva a sério, por favor, me escrevam. Tenho uma ponte pra vender pra vocês, baratinha, liga o Rio a Niterói, pouquíssimo uso, era de uma velhinha que só a usava pra visitar a neta em Icaraí. Negoção.
Manchetes que Gostaríamos de Ver: "Imprensa Saúda o Embarque do Primeiro Batalhão de Blogueiros Conservadores Voluntários para o Iraque!"Uma das coisas lindas da democracia clássica grega (apesar de todos os seus defeitos) era o seguinte: quando os cidadãos da ágora votavam a favor ou contra uma guerra, eles sabiam que estavam votando com suas próprias peles. Em caso de guerra, quem teria que lutar eram eles - e mais ninguém. Podemos ter certeza de que suas decisões eram as mais lúcidas possíveis.
Thursday, January 4, 2007
Entreouvido nas Esquinas do OrkutUma menina (que eu não conheço) passando o link do LLL pra um amigo: não sei se tu já conhece. mas pensei que talvez, só talvez, tu pudesse gostar. escroto, polêmico, acadêmico, pervertido e outras coisas. tudo misturado. ou não. =P Enfim, tome o link.Adorei. Só achei que ela perdeu uma oportunidade de fazer umas aliterações legais que nunca tinham me ocorrido mas que seu texto quase que impõem: escritor escroto, polêmico acadêmico. Hmmm, qual seria a última? Perverso pervertido?
Vício de Televisão - UPDATED!
Wednesday, January 3, 2007
Você Precisa Parar de Perder Tanto Tempo com Esse Blog, Alex!Um adendo ao post sobre minhas técnicas de ler e escrever.
Tuesday, January 2, 2007
A Economia da Literatura na InternetVendas de Onde Perdemos Tudo
![]() Mas sei de algumas coisas. Se as vendas estão caindo, o valor médio de cada venda está crescendo. As duas coisas eram de se esperar. Depois do momento inicial do lançamento, a maioria dos compradores tende a ser novos leitores que descobrem o blog, se empolgam, passam o rodo nos arquivos ou no site, querem ler mais e compram o livro. Pessoas empolgadas são mais generosas. É natural que o ticket médio dessas vendas seja maior do que o do leitor habitual que comprou o livro logo após o lançamento. Remuneração em Editora Tradicional Entretanto, o mais interessante mesmo dessa questão toda é a remuneração do autor. A lei brasileira garante ao autor um mínimo de 5% do preço de capa de cada livro. Quando o autor é iniciante e desconhecido, isso é praticamente só o que ele ganha e que lamba os beiços. Imaginemos então que meu livro foi publicado por alguma editora tradicional e custa cerca de R$15. Um livro de pouco mais de cem páginas, autor desconhecido, não teria como ser muito mais caro que isso. Isso significa que eu ganharia R$0,75 por exemplar vendido. Na verdade, como minha agente leva 20%, na prática só cairiam no meu bolso R$0,60. Pois bem. Fiquemos somente com o fraquíssimo mês de janeiro de 2007, em que eu ganhei R$72 pela venda de cinco exemplares - ou seja, R$14,40 por exemplar. Se eu fosse um desses autores publicados, desses que dão entrevistas aos cadernos literários, e quisesse ganhar esses mesmos R$72 (que, vamos repetir, não é nenhuma fortuna), eu teria que vender 120 exemplares por mês. E aí, mais uma vez, eu pergunto: será que os outros livros de autores iniciantes da minha geração vendem 120 exemplares por mês? Não sei se vendem 30 exemplares em 3 meses, mas 120 em um mês eu duvido. Aí eu coço a cabeça e me pergunto: qual é a vantagem mesmo de publicar por uma editora tradicional de papel, hein? Publicar Aumenta o Alcance da Obra Pra aumentar o alcance da obra, responderiam alguns. Mas não é verdade. Meu romance Mulher de Um Homem Só, em três anos, foi baixado 30 mil vezes. Já as primeiras edições de autores iniciantes têm tiragens de 600, mil, quando muito duas mil edições - e, via de regra, como raramente são reeditadas, boa parte da tiragem inicial fica micada, ociosa, paralisada, não-lida e não-comprada, em livrarias de todo o Brasil. Em outras palavras, quantos desses dois mil livros vão de fato ser lidos? Se um escritor quiser realmente aumentar seu alcance e atingir o máximo possível de leitores, ele faz melhor ficando na internet do que lançando uma edição de mil exemplares, quase sempre destinada ao esquecimento em poucos meses, um livro que a Saraiva nunca vai mostrar no display da vitrine, que quando muito terá uma resenha aqui ou ali. Então, não, a resposta deve ser outra. Só posso pensar em uma resposta: prestígio. O Reconhecimento da Tribo Eu, hoje, não sou um "player" da literatura brasileira. Sem falar de qualidade, mas somente de percepção, não estou no mesmo grupo de um Galera, do Cuenca, da Ana - só pra citar o pessoal da minha geração que saiu da internet. Não é que sou melhor ou pior do que eles - simplesmente não sou percebido como alguém que exerce a mesma atividade que eles. Quem for listar os novos talentos da literatura brasileira, vai citar os nomes acima e não o meu, ou do Biajoni, por exemplo. Não sou visto, entendido ou considerado escritor. Minha tribo (e, em um sentido bem verdadeiro, somos uma tribo) de literatos, escritores, jornalistas de cultura, professores de Letras e amantes de literatura de modo geral não me reconhece como adulto, embora quem conhece o meu potencial sabe que eu chego lá. O ritual de passagem da nossa tribo ainda é o livro impresso e, por esse ritual, não passei. O livro impresso, na verdade, está tornando-se apenas isso: um ritual de passagem, hoje já com cada vez menos função prática. Não significa maior alcance, nem mais leitores, nem mais renda. Ser publicado significa apenas, bem, ser publicado. Significa apenas que pessoas que antes me chamavam de blogueiro vão (talvez) me chamar de escritor. E bem pouco mais do que isso. Pós-Escrito aos Idiotas e aos que Lêem de Má Fé Sei que alguns vão falar que estou com inveja, ou que as uvas são verdes, ou algo assim. Não estou não. Não acho que fui vítima de nenhuma injustiça nem estou reclamando de nada. Sou e sempre fui escritor, não sei nem quero ser outra coisa. Gosto muito do Cuenca, do Galera, da Ana e me considero tão escritor quanto qualquer um deles. Em breve, inevitavelmente, indubitavelmente, serei publicado e, fazendo sucesso ou não, passarei a também ser *considerado* tão escritor quanto eles - coisa que eu, naturalmente, sei que eu já sou. Os objetivo do artigo foram dois: ![]()
Quem acompanhou meu raciocínio, percebeu que fui obrigado a tomar conclusões e a partir de premissas que podem não estar necessariamente corretas. O que vocês acham? * * * Compre Onde Perdemos Tudo.
Técnicas de Trabalho e LeituraTem aquelas coisas que a gente sempre faz, que nos são super naturais, e um dia a gente percebe que ninguém mais faz isso. Bem, eu tenho um ritmo de trabalho e de leitura (pra mim, hoje, leitura É trabalho) que sempre segui e não faço idéia se é único ou se todo mundo faz igual. Vocês me digam.
Figuras Carimbadas das Praias Cariocas
Monday, January 1, 2007
Bondes e Cavalos
Histórias de Empregadas DomésticasUm dos meus planos para o futuro longínquo é escrever um livro sobre empregadas domésticas. E já estou começando a juntar histórias. Essa foi contada por uma amiga:
RetrospectoLendo o livro do Caetano - por sinal, incrível - e acompanhando as idas e vindas da tropicália, encontros e desencontros, amizades e inimizades, fofocadas e ciumeiras, eu não consigo deixar de olhar em volta e pensar que eu e o Biajoni, o Inagaki e o Nemo, o Mauro e o Idelber, a Marina W e a Denise, o Rafael e o Marmota, os wunders e os apostos, os verbeats e os insanus, e muitos outros, claro, também com nossas idas e vindas, amizades e inimizades, grandezas e pequenezas, estamos construindo algo orgânico na cultura brasileira, algo estranho e disforme, mas vivo! - algo que naturalmente só fará algum sentido quando já estiver morto e puder ser visto em sua inteireza e em retrospecto, mas algo bem real, artístico, literário, vital.
Você Entende de Arte?Descubra aqui. Talvez uma melhor questão seja: os artistas entendem de arte?
|
Um blog sobre rebeldia, contemplação e sacanagem, regado a muita literatura e humor. Nosso assunto são as várias prisões que acorrentam o homem, como ambi�‹o, verdade e medo. Dê sua opinião!
Msn (melhor modo de falar comigo)
AmigosAllan Ana Anon Bel Beth Bia Branco Bruno Camila Carol Cinthia Dani Doni Diego F‡bio Fl‡via Harry Helder Ian Idelba Ina L� LŽo Lulu Marcela Marina Marmota Maur’cio Mauro Nemo Nituche Pablo Paula Paula, fiha de Tom, afilhada de Chico, neta de ZŽ Loiro Rafa Renata SergioLinksSobreSites - a empresa que crieiGuia de Blog - tudo sobre blogs Guia de Fotolog - tudo sobre fotologs Guia de Usabilidade - tudo sobre usabilidade Usability - minha empresa de consultoria Usabilidade & AI - design de intera�‹o Gatas do Flickr - fotos de belas mulheres Sublinhado - resenhas de livros e filmes Fotolog - minhas fotos Alex Castro - site pessoal Arquivo
Janeiro 2008
Quer comprar no Submarino? Entre por aqui e eu ganho 8% Di‡rio de Leituras 2007167. RisŽrio, Antonio. Utopia Brasileira e os Movimentos Negros, A. [Brasil, 2007] Dez.166. Nejar, Carlos. Hist—ria da Literatura Brasileira. Da Carta de Pero Vaz de Caminha ˆ Contemporaneidade. [Brasil, 2007] Dez. Ex. de divulg. 165. Williams, Eric. From Columbus to Castro. The History of the Caribbean. [Trinidad e Tobago, 1970] Dez. 164. Borges, Jorge Luis. Pr—logo con un Pr—logo de Pr—logos. [Argentina, 1974] Dez. 163. Borges, Jorge Luis. El Libro de Arena. [Argentina, 1975] Dez. 162. Sarlo, Beatriz. Borges, un escritor en las orillas. [Argentina, 1995] Dez. Internet 161. Freire, Paulo. Pedagogia do Oprimido. [Brasil, 168] Dez. 160. Omil, Alba. Cuatro Versiones del Mart’n Fierro. [Argentina, 1993] Dez. (TulBib) 159. Estrada, Ezequiel Mart’nez. Muerte y Transfiguraci—n de Mart’n Fierro. [Argentina, 1948] Dez. (TulBib) 158. Alposta, Luis. La Culpa en Mart’n Fierro. [Argentina, 1998] Dez. (TulBib) 157. Lesser, Jeffrey. A Negocia�‹o da Identidade Nacional. (Negotiating National Identity. Immigrants, Minorities, and the Struggle for Ethnicity in Brazil.) [EUA, 1999] (TulBib.) Dez.1 156. Rebelo, Marques. A Estrela Sobe. [Brasil, 1939] Dez.1 155. Nuez, Iv‡n de la. Fantasia Roja. Los Intelectuales de Izquierda y la Revoluci—n Cubana. [Cuba, 2006] 154. Evaristo, Concei�‹o. Ponci‡ Vic�ncio. [Brasil, ?] Presente da autora. Nov.20- 153. Carpentier, Alejo. El Siglo de Las Luces. [Cuba, 1962] Nov.20-25 152. Hernandez, JosŽ. La Vuelta de Martin Fierro. [Argentina, 1879] Nov 151. Borges, Jorge Luis. El Martin Fierro. [Argentina, 1950] Nov. (TulBib) 150. Farinas, Lucila. Las Dos Versiones de Cec’lia ValdŽs: Evoluci—n Tem‡tico-Literaria. [EUA, 1979] ILL 149. Trelles, Edward E. Race in Another America. The Significance of Skin Color in Brazil. (Racismo ˆ Brasileira: Uma Nova Perspectiva Sociol—gica) [EUA, 2004] Nov. 148. Borges, Jorge Luis. El Informe de Brodie. [Argentina, 1970] Nov. 147. Suassuna, Ariano. O Auto da Compadecida. [Brasil, 1955] Nov.2. 146. Barrenechea, Ana Maria. La Expression de La Irrealidad en la Obra de Borges. [Argentina, 1967] Nov. 145. Borges, Jorge Luis. El Hacedor. [Argentina, 1950] Out. 144. Borges, Jorge Luis. El Otro, El Mismo. [Argentina, 1964] Out. 143. Cadena, Marisol de la. Indigenous Mestizos. The Politics of Race and culture in Cuzco, Peru, 1919-1991. [EUA, 2000] Out. 142. Moura, Clovis. As Injusti�as de Clio: O Negro na Historiografia Brasileira. [Brasil, 1990] Out. (TulBib) 141. Gorender, Jacob. A Escravid‹o Reabilitada. [Brasil, 1990] Out. (TulBib) 140. Grandin, Greg. The Blood of Guatemala. A History of Race and Nation. [EUA, 2000] Out. 139. Borges, Jorge Luis. Otras Inquisiones. [Argentina, 1952] Out. 138. Lacombe, AmŽrico Jacobina & outros. Rui Barbosa e a Queima dos Arquivos. [Brasil, 1988] Out. (ILL) 137. Graham, Sandra Lauderdale. Prote�‹o e Obedi�ncia: Criadas e seus Patr›es no Rio de Janeiro, 1860-1910.[EUA, 1992] Out. 12 (TulBib) 136. Martinez-Alier, Verena. Marriage, Class and Colour in Nineteenth-Century Cuba. A Study of Racial Atittudes and Sexual Values in a Slave Society. [Reino Unido, 1974] Out.10 (TulBib) 135. Graham, Richard. (org) The Idea of Race in Latin America, 1870-1940. [EUA, 1990] Out.8 (TulBib) 134. Rodrigues, Nelson. O Beijo no Asfalto. [Brasil, 1961] Out.10 133. Hernandez, JosŽ. El Gaucho Martin Fierro. [Argentina, 1872] Out.9 (TulBib) 132. Caminha, Adolfo. O Bom-Crioulo. [Brasil, 1895] Out.131. Caminha, Adolfo. No Pa’s dos Ianques. [Brasil, 1894] Out. (TulBib) 130. Mendes, Leonardo. O Retrato do Imperador. Negocia�‹o, Sexualidade e Romance Naturalista no Brasil. [Brasil, 2000] Out. (TulBib) 129. Azevedo, S‰nzio. Adolfo Caminha, Vida e Obra. [Brasil, 1999] Out. (TulBib) 128. Nuez, Ivan de la. La Balsa Perpetua. Soledad y Conexiones de la Cultura Cubana. [Cuba, 1998] Out. (TulBib) 127. Borges, Jorge Luis. El Aleph. [Argentina, 1949] Set. 126. Smorkaloff, Pamela Maria. (org) Cuban Writers On and Off the Island. Contemporary Narrative Fiction. [EUA, 1999] Set. (TulBib) 125. Bueno, Salvador. (org) Costumbristas Cubanos del Siglo XIX. [Cuba, 1800-1900] Set. (TulBib) 124. Fornet, Ambrosio. El Libro en Cuba. [Cuba, 1994] Set. 123. De La Torriente, Lol—. La Habana de Cecilia Valdes. Siglo XIX. [Cuba, 1946] Set. (TulBib) 122. Jensen, Larry. Children of COlonial Despotism. Press, Politics and Censure in Cuba, 1790-1840. [EUA, 1988] Set. (TulBib) 121. Artalejo, Lucrecia. La M‡scara y el Mara–on. La Identidad Nacional Cubana. [EUA, 1991] Set. (TulBib) 120. Smorkaloff, Pamela Maria. Readers and Writers in Cuba. A Social History of Print Culture, 1830s-1990s. [EUA, 1997] Set. (TulBib) 119. Rojas, Rafael. Un Banquete Can—nico. [Cuba, 2000] Set. (TulBib) 118. Borges, Jorge Luis. Ficciones. [Argentina, 1941] Set 117. Cabrera Infante, Guillermo. Tres Tigres Tristes. [Cuba, 1967] Set. (TulBib) 116. Borges, Jorge Luis. Historia de la Eternidad. [Argentina, 1936] Set. (TulBib) 115. Dias Gomes, Alfredo. O Pagador de Promessas. [Brasil, 1960] Set. 114. Arenas, Reinaldo. El Portero. [Cuba, 1990] Set. (TulBib) 113. Borges, Jorge Luis. Historia Universal de la Infamia. [Argentina, 1935] Set. 112. Barash, David & Judith Eve Lipton. The Myth of Monogamy. Fidelity and Infidelity in Animals and People. [EUA, 2001] Set. 111. Borges, Jorge Luis. Fervor de Buenos Aires. [Argentina, 1923] Ago.30 (TulBib) 110. Borges, Jorge Luis. Luna de Enfrente. [Argentina, 1925] Ago.30 (TulBib) 109. Borges, Jorge Luis. Cuaderno San Mart’n. [Argentina, 1925] Ago.30 (TulBib) 108. Borges, Jorge Luis. Discusi—n. [Argentina, 1932] Ago.30 (TulBib) 107. Castro, Ruy. O Anjo Pornogr‡fico. A Vida de Nelson Rodrigues. [Brasil, 1992] Ago. (TulBib) 106. Rodrigues, Nelson. Vestido de Noiva. [Brasil, 1941] Ago. (TulBib) 105. Mankell, Henning. Side-Tracked. [SuŽcia, 1995] Ago. 104. Garcia-Roza, Luiz Alfredo. Berenice Procura. [Brasil, 2005] Ago. 103. Carri—n, Miguel de. Las Honradas. [Cuba, 1919] Ago.- 102. Garcia-Roza, Luiz Alfredo. Espinosa sem Sa’da. [Brasil, 2006] Ago.11 101. Rowling, J.K. Harry Potter and the Deathly Hallows. [Reino Unido, 2007] Jul.21-22 100. Diamond, Jared. Colapso. Como as Sociedades Escolhem o Fracasso ou o Sucesso. [EUA, 2005] Jun. 99. Collazo, Miguel. El Arco de Belen. [Cuba, 1975] Jun.25 98. Collazo, Miguel. Onoloria. [Cuba, 1973] Jun.25 97. Cairo, Ana. BembŽ para Cimarrones. [Cuba, 2005] Jun.25 96. Nov‡s Calvo, Lino. Pedro Blanco, El Negrero. [Cuba, 1933] Jun.24-25 95. Leante, Cesar. Los Guerrilleros Negros. [Cuba, 1975] Jun.22-23 94. Heredia, Nicol‡s. Un Hombre de Negocios. [Cuba, 1881] Jun.21 93. Palma, Ramon de. El Colera en la Habana. [Cuba, ] Jun.18- 92. Medina, Trist‡n Jesus de. Mozart Ensayando su Requien. [Cuba, 1881] Jun.20 91. Ramos, JosŽ Antonio. Caniqu’. [Cuba, 1936] Jun.18-20 90. Gonzalez, Reynaldo. Contradanzas y Latigazos. [Cuba, 1983] Jun.17-19 89. Padura Fuentes, Leonardo. La Novela de Mi Vida. [Cuba, 2001] Jun.17-19 88. Barnet, Miguel. Canci—n de Rachel. [Cuba, 1969] Jun.16-17 87. Palma, Ramon de. Una Pascua en San Marcos. [Cuba, ] Jun.14 86. Gonzalez del Valle, JosŽ Zacarias. La Vida Liter‡ria en Cuba. (1836-1840) [Cuba, 1840] Jun.14 (BNJM) 85. Meza, Ram—n. Carmela. [Cuba, 1887] Jun.12-14 84. Lizaso, Felix. Domingo del Monte: Origen y Formacion. [Cuba, 1947] Jun.11 (BNJM) 83. Soto Paz, Rafael. La Falsa Cubanidad de Saco, Luz y Del Monte. [Cuba, 1941] Jun.11 (BNJM) 82. Villaverde, Cirilo. Cecilia Valdes. 2» Vers‹o. [Cuba, 1839] Jun.11 (BNJM) 81. Barnet, Miguel. Biografia de un Cimarr—n. [Cuba, 1966] Jun.9-20 80. Meza, Ram—n. Mi Tio, El Empleado. [Cuba, 1887] Jun.9-11. 79. Sosa, Enrique. La Economia en la Novela Cubana del Siglo XIX. [Cuba, 1978] Jun.6 (BNJM) 78. Padura Fuentes, Leonardo. Adios, Hemingway & La Cola de La Serpiente. [Cuba, 2000] Jun.8 77. Villaverde, Cirilo. El Guajiro. [Cuba, 1842] Jun.4-8 76. Villaverde, Cirilo. Cecilia Valdes. 1» Vers‹o. [Cuba, 1839] Jun.2 75. Villaverde, Cirilo. Di‡rio del Rancheador. [Cuba, 1843] Jun.1-8. 74. Portuondo, JosŽ Antonio. (org.) Hist—ria de La Literatura Cubana. Tomo I. La Colonia: Desde los Origenes hasta 1898. [Cuba, 2002] Mai.30-Jun.3 73. Morillas, Pedro JosŽ. El Ranchador. [Cuba, 1839] Mai.30 72. GuillŽn, Nicol‡s. Del Alto Norte El P‡jaro Sangriento. [Cuba, c.1930-1960] Mai.28 71. Calcagno, Francisco. Romualdo, Uno de Tantos. [Cuba, 1869] Mai.27-28 70. Carpentier, Alejo. Tientos y Diferencias. [Cuba, 1974] Presente da Isabel 69. Bremer, Fredrika. Cartas Desde Cuba. [SuŽcia, c.1850] Maio. Presente da Isabel. 68. Baker, Christopher. Cuba. [EUA, 1996] Maio. 67. Doggett, Scott et al. Lonely Planet Havana. Revolution, Rumba & Rum.[Reino Unido, 2004] Maio. 66. McAuslan, Fiona et al. The Rough Guide to Cuba. [Reino Unido, 2006] Maio. 65. Simenon, Georges. Maigret Right and Wrong. [Fran�a, 1958] Maio. 64. Ortiz, Fernando. Contrapunteo Cubano del Tabaco y el Azucar. [Cuba, 1940] Maio. (TulBib) 63. Ribeiro, Albano Martins. Os Melhores (E TambŽm Alguns dos Piores) Textos de Branco Leone. [Brasil, 2007] Abr. 62. Lindsay, Jeff. Dearly Devoted Dexter. [EUA, 2005] Abr. 61. Sarduy, Pedro Perez. Las Criadas de Habana. [Cuba, 2002] Mai. (TulBib.)
60. Fuentes, Leonardo Padura. La Neblina del Ayer. [Cuba, 2005] Mai. (TulBib.)
59. Callado, Antonio. Bar Don Juan. [Brasil, 1974] Abr. (TulBib.) 58. Becker, Gavin de. Fear Less: Real Truth About Risk, Safety, and Security in a Time of Terrorism. [EUA, 2002] Abr. 57. Farias, Za’ra Ary. Domesticidade: "Cativeiro" Feminino? [Brasil, 1983] Abr. ILL 56. Zizek, Slavoj. How to Read Lacan [Eslov�nia, 2007] Abr. 55. Chomsky, Aviva, ed. The Cuba Reader. History, Culture & Politics. [EUA, 2003] Abr.- 54. Fuentes, Leonardo Padura. Paisaje de Oto–o. [Cuba, 1999] Abr. (TulBib.) 53. Gutierrez, Pedro Juan. Trilogia Suja de Havana. [Cuba, 1998] Abr. (TulBib.) 52. Azevedo, Alu’sio. A Condessa VŽsper. [Brasil, 1882] Abr. (TulBib) 51. BerubŽ, Michael. What's Liberal About the Liberal Arts? Classroom Politics and "Bias" in the Classroom. [EUA, 2006] Emp.Id. Abr. 50. Chalhoub, Sidney. Machado de Assis, Historiador. [Brasil, 2003] (ILL) Mar.- 49. Kaufman, Tania. A Aventura de Ser Dona-de-Casa. (Dona-de-Casa x Empregada) Um Assunto SŽrio Visto com Bom Humor. [Brasil, 1975] (ILL) Mar. 48. Fran�a, Jean Marcel Carvalho. Imagens do Negro na Literatura Brasileira (1584-1890). [Brasil, 1998] (ILL) Mar. 47. Conforto, Mar’lia. Faces da Personagem Escrava. [Brasil, 2001] (ILL) Mar. 46. Weil, Simone. Simone Weil. An Anthology. [Fran�a, c.1940] Mar.16-18 (TulBib.) 45. Weil, Simone. Opression and Liberty. [Fran�a, c.1935] Mar.15-16 (TulBib.) 44. Costa, Fernando Braga. Homens Invis’veis. Relatos de uma Humilha�‹o Social. [Brasil, 2004] Mar.14-18 (TulBib.) 43. Biajoni, Luiz. Virginia Berlim. [Brasil, 2007] Mar. 42. Matory, J. Lorand. Black Atlantic Religion: Tradition, Transnationalism, and Matriarchy in the Afro-Brazilian Candomble. [EUA, 2005] Mar. 41. Fraginals, Manuel Moreno. Cuba/Espa‹na, Espa–a/Cuba. Hist—ria Comun. [Cuba, 1995] Mar.15- 40. Fuentes, Leonardo Padura. M‡scaras. [Cuba, 1997] Mar. (TulBib.) 39. Fuentes, Leonardo Padura. Vientos de Cuaresma. [Cuba, 1994] Mar. (TulBib.) 38. Fuentes, Leonardo Padura. Pasado Perfecto. [Cuba, 1993] Mar. (TulBib.) 37. Carpentier, Alejo. Ecue-Yamba-î. [Cuba, 1933] Mar. (TulBib.) 36. Horkheimer, Max e Theodor Adorno. Dialectic of Enlightenment. Philosophical Fragments. [Alemanha, 1944] Fev.- (TulBib) 35. Santos, Ely Souto dos. As DomŽsticas. Um Estudo Interdisciplinar da Realidade Social, Pol’tica, Econ™mica e Jur’dica. [Brasil, 1983] Fev. (TulBib) 34. GutiŽrrez, Ana. Se Necesita Muchacha. [Peru, 1973] Fev.- (TulBib) 33. Lindsay, Jeff. Darkly Dreaming Dexter. Fev.13 [EUA, 2004]32. Bechdel, Alison. Fun Home. A Family Tragicomic. Fev. [EUA, 2006] 31. Cowley, Robert. (ed) What If? The World's Foremost Military Historians Imagine What Might Have Been. [EUA, 1999] Fev. Emp. Roberto 30. Su‡rez y Romero, Anselmo. Francisco. El Ingenio o Las Delicias del Campo. [Cuba, 1838] Fev. (TulBib) 29. Chapeaux, Pedro Deschamps. El Negro en el Periodismo Cubano en el Siglo XIX. [Cuba, 1963] Fev. (TulBib) 28. Zambrana, Antonio. El Negro Francisco. Novela de Costumbres Cubanas. [Cuba, 1873] Fev.16 (TulBib) 27. Lajolo, Marisa e Regina Zilberman. A Leitura Rarefeita. Livro e Literatura no Brasil. [Brasil, 1991] Fev.23 (TulBib) 26. Lajolo, Marisa e Regina Zilberman. A Forma�‹o da Leitura no Brasil. [Brasil, 1996] Fev.24 (TulBib) 25. Zilberman, Regina. EstŽtica da Recep�‹o e Hist—ria da Literatura. [Brasil, 1989] Fev.22 (TulBib) 24. Saraiva, Antonio JosŽ. Inicia�‹o ˆ Literatura Portuguesa. [Portugal, 1949] Jan. (presente) 23. Zizek, Slavoj. Eles N‹o Sabem o que Fazem: o Sublime Objeto da Ideologia. [Eslov�nia, 1989] Fev. (Emprestado do Idelber) 22. Zizek, Slavoj. Bem Vindo ao Deserto do Real. [Eslov�nia, 2002] Fev. (Emprestado do Idelber) 21. Kofes, Suely. Mulher, Mulheres: Identidade, Diferen�a e Desigualdade na Rela�‹o entre Patroas e Empregadas. [Brasil, 2001] Fev. (TulBib) 20. Marina W. N‹o Sou Uma S—: O Di‡rio de uma Bipolar. [Brasil, 2006] Jan. 19. Dias, Antonio Gon�alves. Primeiros Cantos. [Brasil, 1846] Jan. (TulBib) 18. Noll, Jo‹o Gilberto. Hotel Atl‰ntico. [Brasil, 1989] Jan. (TulBib) 17. Telles, Lygia Fagundes. As Meninas. [Brasil, 1973] Jan. (TulBib) 16. Cam›es, Luis Vaz de. Os Lus’adas. [Portugal, 1572] Jan. 15. Vieira, Antonio. Serm‹o da SexagŽsima. Serm‹o pelo Bom Sucesso das Armas de Portugal Contra as da Holanda. [Brasil, sŽc.XVII] Jan. (TulBib) 14. Jo‹o do Rio. A Profiss‹o de Jacques Pedreira. [Brasil, 1911] Jan. (TulBib) 13. Galv‹o, Patr’cia. Parque Industrial. [Brasil, 1933] Jan. (TulBib) 12. Lispector, Clarice. A Paix‹o Segundo G.H. [Brasil, 1964] Jan. 11. Callado, Antonio. Quarup. [Brasil, 1968] Jan. (TulBib) 10. Drummond, Roberto. Sangue de Coca Cola. [Brasil, 1980] Jan. 9. Saramago, JosŽ. A Jangada de Pedra. [Portugal, 1986] Jan. 8. C‰ndido, Antonio. Literatura e Sociedade. [Brasil, 1973] Jan. 7. Barbosa, Fernando Cordeiro. Trabalho e Resid�ncia. Estudo das Ocupa�›es de Empregada DomŽstica e Empregado de Edif’cio a Partir de Migrantes Nordestinos. [Brasil, 2000] Jan. (TulBib) 6. Reis, Maria Firmino dos. òrsula. [Brasil, 1859] Jan. 5. Lee, James F. et al. Making Communicative Language Teaching Happen. [EUA, 2003] Jan. 4. Gama, Bas’lio da. O Uraguai. [Brasil, c.1769] Jan.4 3. King, Stephen. Cell. [EUA, 2006] Dez.30- (audio) 2. Jameson, Fredric. P—s-Modernismo: a L—gica Cultural do Capitalismo Tardio. [EUA, 1990] Dez.29-Jan. (PucBib) 1. Veloso, Caetano. Verdade Tropical. [Brasil, 1997] Dez.26-Jan. (PucBib)
8129 Panola St, New Orleans, LA, 70118, msn, tel, email
Ao me enviar email ou comentar no LLL, voc� est‡ automaticamente permitindo que eu publique sua mensagem no blog, inclusive com seu nome e endere�o. Pense bem.
|