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Monday, October 8, 2007

Nomear É Poder

Duas manchetes (são do Globo, poderiam ser praticamente de qualquer outro jornal brasileiro):

A imprensa brasileira tem a péssima mania de dignificar o crime chamando-o de execução. Quem executa é um Estado soberano, depois de um processo legal, justo ou não, sumário ou não. Bandidos, policiais ou vizinhos bêbados não executam: eles matam ou assassinam. Cada vez que a imprensa diz que bandidos executaram alguém, ela está legitimando o poder paralelo dos marginais.

Por outro lado, Che era um líder revolucionário em operações de guerra contra um governo constituído. Entretanto, quando esse governo captura esse insurgente e o mata, não é execução, é assassinato. Execução foi o marginal que matou o dublê.

Faz sentido pra vocês?

* * *

Pra ficar claro: chamar a morte do Che de execução não implica concordar com a atitude do governo boliviano ou desmerecer sua luta revolucionária. É uma simples constatação que ele não foi morto por bandidos ou em uma briga de bar, mas por um Exército formalmente constituído em uma situação de guerra.

  Imprensa e Poder LUIZ GONZAGA MOTTA     Imprensa Brasileira: Personagens que Fizeram História - Vol. 1 JOSE MARQUES DE MELO   Basta!: Sensacionalismo e Farsa na Cobertura Jornalística do... JOAQUIM DE CARVALHO      Sindicato do Crime: PCC e Outros Grupos, O PERCIVAL DE SOUZA      Crimes Famosos PAULO JOSE DA COSTA JR      Rota 66: a História da Polícia que Mata CACO BARCELLOS   V PCC: a Irmandade do Crime CARLOS AMORIM       Falcão: Meninos do Tráfico MV BILL   CELSO ATHAYDE


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