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Friday, October 26, 2007

Meu Vizinho, o Predador Sexual

Chegou uma cartinha aqui na minha casa:

Sex Offender Notification

A primeira coisa que eu pensei foi: "Porra, me descobriram, fudeu!"

Do outro lado, entretanto:

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Ufa. Era só um aviso, bancado por uma prestativa ONG, de que alguém condenado por crimes sexuais acabava de se mudar para perto da minha casa. Letra Escarlate, A

O rapaz, de 19 anos, cometeu o crime quando tinha 17. E agora vai carregar esse fardo por toda a vida. Cada vez que trocar de casa, todos os seus novos vizinhos vão receber uma cartinha. Seu endereço estará sempre atualizado no Map of Sex Offenders, onde qualquer cidadão pode digitar seu CEP e saber quantos desses "monstros" moram na vizinhança.

E qual foi o seu medonho crime? Eis como a lei da Lousiana define "indecent behavior with juveniles":

Indecent behavior with juveniles is the commission of any lewd or lascivious act upon the person or in the presence of any child under the age of seventeen, where there is an age difference of greater than two years between the two persons, with the intention of arousing or gratifying the sexual desires of either person. Lack of knowledge of the child's age shall not be a defense.
A letra da lei, além de incrivelmente vaga, parece definir um crime leve. Com certeza, sem violência ou coação. Poderia ser que ele, aos 17, estava ficando com a namorada de 14, e para não transarem, o que seria "statutory rape"!, ambos se masturbaram - cada um a si mesmo! Poderia ser que ele simplesmente bateu uma punheta no escurinho do cinema, a três fileiras de um moleque de 13 anos que nunca nem viu nada. Pode ser muita coisa. Pode não ser quase nada. Letra Escarlate, A

Não estou nem entrando no mérito da lei em si. Minha pergunta é outra: mesmo que tenha sido o pior caso possível, esse menino realmente merece carregar essa letra escarlate por toda a vida, marcada a ferro e fogo em seu corpo, sem esperança de liberdade condicional, sem redenção, sem perdão?

Se tivesse matado todo mundo no cinema (ao invés de somente, digamos, se masturbar), ninguém receberia uma cartinha quando ele se mudasse pra sua rua.

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