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Transformers
Fico pensando se fosse comigo:
"Tá aqui, Alex, um milhão de dólares pra escrever o roteiro do filme dos Transformers. Mas, ó, tem que ser um roteiro legal, hein!"
Eu não iria nem tentar:
"Olha, decidam-se: ou um roteiro legal ou o roteiro do filme dos Transformers. Não dá pra ser os dois."
Eu estava errado. Dá sim. Meu respeito pelos roteiristas é infinito. Fizeram mágica.
* * *
Eu confesso. Adoro a temporada de filmes-pipoca do meio do ano. Mas 2007 foi terrível. Eu não tive vontade de ver nada. Shrek 23, Harry Potter 36, Dezoito Homens e Vinte Segredos, Homem-Aranha 54, porra, parece que tudo já foi feito mil vezes. Deprimente. Quase aluguei um filme sobre um menininho nicaraguense que perde um sapatinho para me dar um tiro de misericórdia, mas resisti a tempo.
Obrigado a Paramount por ter me convidado para a pré-estréia de Transformers. Sem isso, eu jamais teria visto o filme. Saí de casa no seguinte espírito: é de graça, é perto de casa, resta saber se vale os R$4 de estacionamento.
Vale.
* * *
Não me entendam mal, por favor. Transformers não é um filme inteligente, não é nem mesmo (Spielberg me livre!) um filme lógico. Mas é muito, muito divertido.
Realmente, não dá pra explicar. O roteiro não é fechadinho e a história tem mais furos que queijo suiço. Os efeitos especiais são ótimos mas, na atual conjuntura, sério, não faz mais que a obrigação.
Mas as piadinhas são boas. Os atores são carismáticos. Algumas cenas são memoráveis - minha preferida é um adolescente, de bicicleta, perseguindo o próprio carro.
Sei lá. Eu me diverti muito.