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Wednesday, December 15, 2004
Policiando o Português da PatuléiaO Idelber, do Biscoito Fino e a Massa, está lançando uma campanha contra a proposta insana do Deputado Aldo Rebelo de policiar a língua portuguesa. Leiam os posts do Idelber sobre o assunto, vale a pena.Minha opinião sobre o assunto já está dada no meu artigo Em Defesa da Língua Portuguesa, um dos mais polêmicos desse blog. Entretanto, lá no blog do Idelber, o meu amigo e genial blogueiro Rafael Galvão, fez o seguinte comentário: "Idelber, eu já debochei muito desse projeto, pelos motivos que você destrinchou aí. Mas hoje acho que há alguns aspectos positivos nela. Parece que a lei se restringe ao uso de palavras pelos órgãos públicos. E aí eu acho que têm razão: porque em algum lugar -- e deve ser no aparato do Estado -- um limite deve ser estabelecido. Deixe-se que a língua evolua, absorva novas palavras, mas em algum lugar esse uso deve ser contemporizado. Do contrário estaremos todos falando printar logo, logo. De qualquer forma, eu nunca li o projeto. :)" Estamos todos falando ao léu, porque eu também não li o projeto, mas tenho duas questões de princípios a fazer: Proibir o Ridículo Eu também acho que usar printar ao invés de imprimir, deletar ao invés de excluir, etc, é algo sumamente ridículo, mas e daí? Se o Estado for proibir coisas ridículas, eu tenho uma lista de outras bem piores do que usar delivery ao invés de entrega. Mas é um caminho perigoso. Eu (e o Rafael) podemos achar deletar ridículo, mas a palavra está em uso pois existem milhões de pessoas que não acham e a usam correntemente. E se elas, hmmm, forem querer também achar ridículas algumas das palavras que EU uso? Proibir Por Um Bom Motivo Sou liberal. Acredito que o Estado deve manter seu grande nariz longe da minha vida - e, de preferência, da dos outros também. Criar mais uma lei restringindo ainda mais uma vez a liberdade dos pobres dos cidadãos só se justifica se houver uma excelente e indiscutível razão. E, vamos lá, pode ser até ridículo que funcionários públicos usem a palavra printar, mas qual é *exatamente* o problema? A quem isso prejudica na prática? Qual é o prejuízo concreto que essa lei procura evitar? De que modo o custo de criar uma nova lei (e não digo apenas o considerável custo financeiro) será compensado pelo tal prejuízo concreto que ela pretensamente previnirá? Resumindo: é democrático proibir o ridículo? E com qual justificativa?
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EpitáfioAqui, nesse endereço, viveu e brincou o blog Liberal Libertário Libertino (4 de março de 2003 – 3 de fevereiro de 2008). Atualmente, o blog pode ser lido diariamente em interney.net/blogs/lll Visite também o site pessoal do autor: alexcastro.com.br
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